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Papa condena decapitação de 21 cristãos egípcios pelo Estado Islâmico

16 fev, 2015

Caças da força aérea egípcia atacaram campos de treino dos terroristas na Líbia. O Egipto declarou sete dias de luto nacional.

Papa condena decapitação de 21 cristãos egípcios pelo Estado Islâmico

O Papa Francisco expressou a sua “profunda tristeza” pela decapitação de 21 cristãos egípcios (coptas), levada a cabo pelo autodenominado Estado Islâmico (EI).

"Eles foram assassinados apenas pelo facto de serem cristãos. O sangue dos nossos irmãos cristãos é um testemunho de fé e pouco importa que sejam católicos, ortodoxos, luteranos, coptas: isso não interessa aos seus perseguidores, que vêem apenas que eles são cristãos, porque o seu sangue é o mesmo, o seu sangue confessa o Cristo", disse em castelhano no final de um discurso por ocasião da visita de John Chalmers, alto responsável da Igreja escocesa.

No domingo, o EI revelou um vídeo em que mostra a decapitação dos egípcios raptados na Líbia. São visíveis homens vestidos de preto e armados que obrigam os detidos, de laranja, a colocaram-se de joelhos antes de os matarem.

Na resposta a este acto, a Força Aérea do Egipto realizou ataques aéreos na Líbia, tendo por alvo foram posições dos terroristas, tais como campos de treino dos extremistas e arsenais de armamento localizados em solo líbio.

Nas últimas horas, a Líbia condenou estes ataques por considerar que são uma violação da sua soberania.

O acto terrorista já mereceu uma forte condenação dos Estados Unidos. A Casa Branca fala de assassinato "cobarde e desprezível".

O Presidente francês fala de um "selvagem" assassinato na Líbia. François Hollande reforçou que a França e os seus aliados estão determinados em combater os radicais islâmicos.

Os presidentes da França e do Egipto apelaram, entretanto, ao Conselho de Segurança das Nações Unidas para que discuta a situação na Líbia e que toma novas medidas.

O Egipto declarou sete dias de luto nacional pela morte dos 21 cristãos às mãos do autodenominado Estado Islâmico.