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Portugal passa a ter dois cardeais com direito a voto

13 fev, 2015 • Aura Miguel, no Vaticano

Juntamente com D. Manuel serão feitos cardeais um bispo cabo-verdeano e outro moçambicano, reforçando dessa forma o contingente lusófono no Colégio dos Cardeais.  

A partir de sábado, D. Manuel Clemente passará a ser o segundo cardeal português com direito a voto no colégio cardinalício, juntamente com D. Manuel Monteiro de Castro. 

No colégio dos cardeais participa ainda outro cardeal português, D. José Saraiva Martins, mas tendo mais de 80 anos já não tem direito a voto num futuro conclave.

Neste segundo consistório do pontificado de Francisco, a língua portuguesa, no entanto, ultrapassa o Patriarca de Lisboa, uma vez que outros dois cardeais são também lusófonos: O cabo-verdiano, D. Arlindo Furtado, e o moçambicano D. Júlio Langa.

Esse facto levou mesmo o Patriarca a dizer, esta sexta-feira, que espera que a língua portuguesa ganhe peso nos trabalhos da Santa Sé: “Seria bem importante, porque o português tem uma expressão grande na vida da Igreja”, afirmou, em declarações aos jornalistas.

“Quando falamos em português há muitas coisas que vêm ao de cima e que têm a ver com o nosso património comum”, disse o Patriarca, referindo-se ao diálogo entre bispos dos países de língua portuguesa.

No sábado, depois da celebração da manhã, em que os novos cardeais recebem o barrete, o anel e a bula das mãos do Papa, à tarde, haverá uma sessão de cumprimentos, onde as várias centenas de fiéis e amigos dos novos purpurados, terão ocasião para saudar e conversar com cada um, nos locais previamente definidos pelo Vaticano. No caso de D. Manuel Clemente, o local será no átrio da Aula Paulo VI.

Ao contrário do habitual em consistórios anteriores, desde que Francisco é Papa deixou de haver os almoços de festa em hotéis ou salões nobres a convite dos recém-nomeados cardeais.

[Notícia corrigida às 21h56]