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Renúncia quaresmal de Évora vai para cristãos no Médio Oriente

10 fev, 2015 • Rosário Silva

Na mensagem quaresmal que dirige aos cristãos, o prelado anuncia que a arquidiocese aceitou a sugestão da fundação Ajuda à Igreja que Sofre, para ajudar os cristãos perseguidos pela sua fé.  

A renúncia quaresmal da arquidiocese de Évora será em favor dos cristãos perseguidos pela sua fé, sobretudo no Médio Oriente.

Na sua mensagem para a Quaresma, o arcebispo de Évora começa por recordar aos cristãos o compromisso efectuado no início do ano pastoral: O exercício e a vivência da misericórdia.

D. José Alves salienta a “feliz coincidência” da mensagem quaresmal do Papa Francisco que “também insiste na necessidade de praticar a misericórdia”, exortando para que “deixemos envolver no amor de Deus, remando contra a corrente avassaladora da indiferença, que endurece os corações e fecha sobre si as comunidades, ultrapassemos os limites do conforto para ir ao encontro dos mais carenciados de bens, de afecto e de amor”.

O prelado recorda que a missão da Igreja passa por “oferecer a todos o amor de Deus, evitando que a indiferença se globalize e fazendo de cada comunidade uma ilha de misericórdia”.

Na mensagem intitulada precisamente: “As comunidades cristãs sejam ilhas de misericórdia”, é lembrado o que foi pedido a todos no Dia da Igreja Diocesana: “Que nas comunidades fosse encontrada uma resposta para as situações de pobreza e que a renúncia quaresmal constituísse um expressivo sinal diocesano de partilha com os irmãos mais necessitados”.

“Chegou a hora de pôr em prática as boas intenções do início do ano”, realça D. José Alves recordando que a Quaresma “é um tempo especial de renovação interior”, mas também de “ajuda generosa aos nossos irmãos”.

Neste sentido e tendo em conta a abertura recente de uma delegação, em Évora, da fundação Ajuda à Igreja que Sofre, foi decidido que “o produto da nossa renúncia quaresmal este ano seja destinado a ajudar os cristãos, perseguidos por causa da fé, nos países do Médio Oriente”, escreve o prelado.

“São muitos milhares, de todas a idades, incluindo crianças, e sofrem horrorosamente. Expulsos de suas casas ficam privadas de tudo” descreve o arcebispo “reduzidos à miséria, morrem de fome e de frio, em situações verdadeiramente indignas de seres humanos. Porque somos seres humanos e porque somos cristãos, não podemos alhear-nos dessa realidade deplorável. Não podemos permanecer na indiferença”.

Fica o apelo “às nossas paróquias, pois se quiserem ser comunidades cristãs autênticas, têm que se tornar ilhas de misericórdia, transformando os corações de pedra em corações de ternura cristã e de bondade generosa. Responda cada um, em liberdade, à luz da fé”.

À semelhança dos anos anteriores, cabe à Caritas Diocesana a organização e a dinamização da campanha da Renúncia Quaresmal. Os vigários da Vara recolhem o produto da renúncia na sua Vigararia, encaminhando-o, depois, para a Cúria diocesana.