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Papa renova elogio às famílias numerosas

21 jan, 2015

Francisco diz que a principal causa da pobreza é "um sistema económico que retirou a pessoa do centro e ali colocou o deus dinheiro".

Papa renova elogio às famílias numerosas
Papa renova elogio às famílias numerosas
O Papa renovou, esta quarta-feira, o elogio às famílias numerosas e criticou quem associa o número de filhos ao aumento da pobreza. Depois da polémica que as suas declarações sobre a "paternidade responsável" suscitaram ("Algumas pessoas pensam, e desculpem-me as palavras, que para ser bons católicos temos de ser como coelhos", disse na segunda-feira), Francisco fez questão de lembrar que as famílias que escolhem ter muitas crianças são essenciais para a vida da sociedade.
O Papa renovou, esta quarta-feira, o elogio às famílias numerosas e criticou quem associa o número de filhos ao aumento da pobreza.

Depois da polémica que as suas declarações sobre a "paternidade responsável" suscitaram ("Algumas pessoas pensam, e desculpem-me as palavras, que para ser bons católicos temos de ser como coelhos", disse na segunda-feira), Francisco fez questão de lembrar que as famílias que escolhem ter muitas crianças são essenciais para a vida da sociedade.

"Dá gosto e esperança ver tantas famílias numerosas que acolhem os filhos como um dom de Deus. É comum ouvir dizer que as famílias com muitos filhos e o nascimento de muitas crianças são causa de pobreza. Parece-me uma opinião muito simplista: a principal causa da pobreza é um sistema económico que retirou a pessoa do centro da vida e ali colocou o 'deus dinheiro'", disse na audiência geral desta semana, no Vaticano, perante milhares de pessoas que aplaudiram a intervenção.

Na mesma ocasião fez um balanço da viagem ao Sri Lanka e às Filipinas, mas também recordou as vítimas das manifestações da violência contra cristãos no Níger, criticando quem justifica os ataques com as suas convicções religiosas.

"Foram cometidas atrocidades contra cristãos, crianças e igrejas. Invoquemos do Senhor o dom da reconciliação e da paz para que o sentimento religioso, nunca seja justificação para a violência nem a destruição avassaladora. Não se pode fazer a guerra em nome de Deus. Espero que, quanto antes, se possa restabelecer um clima de respeito recíproco e de pacífica convivência para o bem de todos”, disse.

"Algumas pessoas pensam, e desculpem-me as palavras, que para ser bons católicos temos de ser como coelhos. Não. Paternidade responsável. Isto é evidente", declarou Francisco na segunda-feira, numa conversa com jornalistas.