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Procuram-se cristãos para colocar o homem no centro da política

21 jan, 2015 • Filipe d'Avillez

Os católicos tendem a olhar para a política como uma coisa de “má fama”, considera Filipe Anacoreta Correia, mas o seu envolvimento é cada vez mais necessário. Encontro Nacional de Leigos debate participação dos católicos na política.

Serão os cristãos capazes de influenciar a política, de modo a que esta volte a colocar o homem no centro das suas preocupações? A questão vai ser debatida sábado, no Porto, num painel sobre os leigos e a política do II Encontro Nacional de Leigos.

O moderador deste painel, Filipe Anacoreta Correia, militante do CDS-PP, reconhece que há muitos católicos que evitam entrar sequer na vida política: "Realmente, a política hoje tem má fama".
 
"Muitas vezes, os leigos, pela minha experiência, são pouco encorajados a estarem mais comprometidos com a política. Mas a verdade é que todos reconhecemos que a política ocupa um espaço preponderante na condução dos povos e das medidas que nos afectam a todos", adianta Anacoreta Correia.

Em causa não está a pertença partidária, mas a vocação dos católicos, sobretudo dos leigos, chamados a devolver o humanismo à política: "Não vamos discutir a presença dos cristãos no partido A, B ou C, mas vamos sim percebendo que na Igreja há cristãos com diferentes sensibilidades políticas. Todos eles são desafiados por este convite do Papa que é voltar a colocar o homem no centro".

"Sejamos nós de esquerda, de direita, deste partido ou daquele, todos somos desafiados a reencontrar um humanismo que na política gostávamos de ver mais afirmado, reforçado, e que achamos que é urgente neste nosso tempo", sublinha.

Para discutir este assunto estarão no Porto Raquel Vaz Pinto, Pedro Mexia e Paulo Melo, entre muitos outros convidados de renome que marcam presença no encontro.

As inscrições para o Encontro Nacional de Leigos terminam esta quarta-feira.