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Igreja procura conciliar tradição católica com respostas a dar a divorciados

13 nov, 2014 • Paula Costa Dias

Actualmente, em qualquer diocese, a Igreja recebe pedidos de verificação da validade do casamento e que, em grande parte dos casos, se conclui pela verificação da sua nulidade, explica o Patriarca de Lisboa.  

Igreja procura conciliar tradição católica com respostas a dar a divorciados
D. Manuel Clemente admite que a Igreja está disponível para conciliar a tradição católica com as respostas a dar relativamente a casos como os casamentos que terminam em divórcio.

“Estamos com muito boa vontade para tentar conciliar da maneira mais autêntica aquilo que é a tradição católica com aquilo que são as respostas a dar a situações que hoje efectivamente ou têm uma gravidade acrescida ou se põe em muito maior quantidade do que se punham noutra altura”, disse o Patriarca, no final da assembleia plenária da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), em Fátima.

“Da parte da prática eclesial tem-se caminhado muito no sentido da maior atenção e resolução possível de alguns problemas que se põem, concretamente quando alguns casamentos não vão avante”, sublinha.

Em declarações aos jornalistas, o presidente da CEP adiantou que, actualmente, em qualquer diocese, a Igreja recebe pedidos de verificação da validade do casamento e que, em grande parte dos casos, se conclui pela verificação da sua nulidade, abrindo assim a possibilidade de um novo sacramento.

A pedido do Papa Francisco a reflexão vai continuar, anunciou o Patriarca de Lisboa: “Vamos recolher de Roma o que é o estado actual da reflexão e nos assessoremos com peritos e especialistas de diversas áreas. Depois vamos reflectir, na nossa conferência episcopal, mas não só, além daquilo que será a reflexão nas dioceses e noutras realidades eclesiais, para depois mandarmos para o sínodo de 2015 a nossa opinião.”

Além da reflexão sobre o Sínodo, os bispos aprovaram uma nota pastoral sobre o Ano da Vida Consagrada. Denominada “Chamados a levar a todos o abraço de Deus” a nota manifesta o desejo de que o Ano da Vida Consagrada, que começa a 29 de Novembro, “possa contribuir para uma revitalização espiritual e comunitária” deste sector da Igreja Católica.