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Egipto recomenda pena de morte para mais 700 islamitas

28 abr, 2014

O líder da Irmandade Muçulmana, Mohamed Badie, está na lista de condenados.

Egipto recomenda pena de morte para mais 700 islamitas
Irmandade Muçulmana
Um tribunal egípcio recomendou a pena de morte para 682 militantes da Irmandade Muçulmana, esta segunda-feira.

Segundo o sistema judicial egípcio, a recomendação é feita ao mufti do país, a principal figura religiosa do Islão Sunita no Egipto, mas a sua opinião não é vinculativa e pode ser ignorada pelo tribunal.

Em Março, por exemplo, foram condenados mais de 500 militantes mas na decisão definitiva, que também foi divulgada esta segunda-feira, apenas se manteve a pena de morte para 37, com as restantes penas a serem comutadas a prisão perpétua.

Desde a queda do regime de Mohamed Morsi, da Irmandade Muçulmana, esta organização foi ilegalizada e é actualmente considerado um movimento terrorista. A situação levou a um conflito aberto entre os militantes islâmicos e as forças do Governo.

O Egipto prepara-se agora para eleições presidenciais, que se realizam já em finais de Maio. O actual ministro da Defesa e arquitecto da deposição de Morsi, General Sisi, é candidato e prevê-se que vença o escrutínio.