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Ajuda à Igreja que Sofre quer chegar aos mais novos

01 abr, 2014 • Paula Costa Dias

Dirigentes desta organização internacional estão em Portugal para alinhar estratégias e preparar o relatório anual de Liberdade Religiosa de 2014.  

A Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) quer chegar a uma nova geração e está a estudar as melhores formas de o fazer: “A média de idades dos nossos doadores é relativamente alta e nós temos de chegar aos mais novos, o que é uma tarefa difícil nos dias de hoje”, diz Johannes Heereman, presidente-executivo desta organização que depende da Santa Sé.

“Tentamos procurar novos meios de comunicação, como as redes sociais, o Twitter e o Facebook. Essa é uma das principais questões em cima da mesa”, explica o dirigente, em Fátima, onde se encontra na reunião dos quadros internacionais da AIS

Esta é a primeira vez que a AIS se reúne ao mais alto nível em Portugal. Os trabalhos decorrem entre Fátima e Lisboa e contam com a presença do actual presidente da organização, Cardeal Mauro Piacenza.

Os responsáveis internacionais da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre têm também em cima da mesa o relatório de 2014 sobre liberdade religiosa, que irá ser lançado em Novembro.

Johannes Heereman revela que a situação está a agravar-se: “O ódio contra a Igreja e os cristãos está a aumentar. Há sempre mais casos na China, no Próximo Oriente, no Iraque, nos países árabes, no Sudão, mas até na India e no Paquistão não há uma verdadeira liberdade religiosa. Oficialmente há, mas há muita perseguição na base, não pelo Governo mas por habitantes, e muito frequentemente entre grupos islâmicos rivais.”

O relatório anual é um dos marcos desta organização, que se dedica a prestar auxílio a comunidades cristãs em locais de perigo ou de necessidade.