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Capelania Ucraniana pede às comunidades portuguesas que rezem pela paz

19 fev, 2014 • Ecclesia

Padre Ivan Hudz recorda que no centro do conflito no seu país está sobretudo “um povo que quer melhorar a sua vida”.

O coordenador da Capelania Nacional Ucraniana em Portugal lamenta o ambiente de violência e morte que se vive no seu país e pediu às comunidades portuguesas que “rezem pelo fim dos conflitos”.

Desde que em Novembro o presidente ucraniano Viktor Yanukovich afastou a possibilidade de um acordo de cooperação com a União Europeia, escolhendo integrar o bloco económico que a Rússia está a constituir, um pouco por toda a nação o povo começou a sair à rua para contestar o rumo seguido.

Segundo o último balanço avançado pelas autoridades locais, na sequência dos confrontos entre a população e as forças de segurança afectas ao regime já morreram pelo menos 25 pessoas e outras 241 ficaram feridas.

Em declarações concedidas à Agência Ecclesia, o coordenador da Capelania Nacional Ucraniana teme que os números reais à volta desta situação sejam “ainda maiores”.

O padre Ivan Hudz recorda que no centro desta questão está sobretudo “um povo que não quer guerras mas sim melhorar a sua vida e viver numa sociedade sem perseguições e corrupções, numa sociedade onde haja justiça”.

Aquele responsável salienta que a comunidade ucraniana radicada em Portugal está a acompanhar esta situação com “muita preocupação” e que os telefonemas para casa, para saberem das famílias que deixaram no país, têm sido “constantes”.

“Muitos ucranianos aqui também já enviaram cartas ao Governo português, a pedir-lhe que intervenha e que ajude a resolver esta questão”, revela ainda o sacerdote.

A Capelania Nacional Ucraniana, de rito bizantino, está presente em sete dioceses portuguesas e acompanha actualmente uma comunidade emigrante composta por cerca de 60 mil pessoas.

O organismo já entrou em contacto com diversos bispos e também com a Obra Católica Portuguesa das Migrações no sentido de mobilizarem as paróquias e as igrejas locais para um “dia de oração”, esta quarta-feira, pela paz na Ucrânia.

“Nós neste momento os ucranianos não têm confiança nos seus políticos nem nos regimes, só têm confiança nas pessoas com quem estão, aqui em Portugal e em todo o mundo, para que se juntem a eles para pedir a protecção divina para o seu país, para todas as suas famílias”, sublinha o padre Ivan Hudz.