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A Igreja ao serviço dos doentes

09 fev, 2014 • Olímpia Mairos

Ministros extraordinários da comunhão testemunham “lições de vida e de amor por parte de quem está no leito de uma cama ou no limite do sofrimento”. A Igreja celebra, esta terça-feira, o  Dia Mundial do Doente.

Os ministros extraordinários da comunhão são, em muitas paróquias, de norte a sul do país, uma presença amiga junto dos doentes impossibilitados de participar na Eucaristia Dominical.

Na paróquia de Santa Maria Maior, em Chaves, Viriato Alves visita e leva a comunhão, semanalmente, a 23 doentes. Um serviço que faz com gosto e que diz contribui para a sua realização como cristão, “chamado e enviado por Deus, a ser presença junto dos que mais sofrem”.

“A missão é essa. O Senhor chama e nós devemos colocar ao serviço de Deus e dos irmãos a nossa própria vida”, refere Viriato Alves, salientando que é no serviço aos “mais debilitados - os doentes, como ministro extraordinário da comunhão, que se “realiza como cristão”.

Viriato Alves revela que em cada doente que visita encontra o “rosto de Jesus sofredor”, a quem procura, com a sua presença, “suavizar as suas dores”. “Nesta missão tenho recebido verdadeiras lições de vida, de amor, de entrega, por parte de quem está no leito de uma cama e no limite do sofrimento ”, refere à Renascença.

Em cada visita que faz aos doentes, Viriato Alves distribui a comunhão, partilha a Palavra de Deus, conversa, acolhe confidências e oferece uma palavra amiga que sirva de “estímulo e ajude a superar as dores do dia-a-dia”.

Os doentes que estão em casa ou em Lares de Terceira Idade, veem a visita do ministro extraordinário da comunhão como “uma graça”, a oportunidade de “receber a comunhão e viver em união com toda a Igreja”.

“Quem me dera que viesse todos os dias”, refere Aníbal Paiva de 79 anos, pois, “traz-me Jesus e palavras de muito conforto, que me ajudam na minha caminhada diária e na aceitação dos limites e sofrimentos da vida”.

É sempre com muita expectativa que também Isolete, de 90 anos, aguarda a visita que “traz consigo uma palavra amiga”, realçando, no entanto, que “mais importante que tudo, é poder comungar”. “É o melhor que há na vida: receber Jesus”, conclui D. Isolete.

Também Lídia Lousada, de 87 anos, realça a importância da visita do ministro extraordinário da comunhão. “Sempre que recebo Jesus, fico com muita mais força”, refere.

O ministro extraordinário da comunhão é nomeado pelo Bispo da diocese, que o designa para exercer o seu ministério numa paróquia em estreita ligação com o Sacerdote. Quanto ao exercício da sua função - referem as normas da Igreja - o ministro extraordinário da comunhão deve ter sempre presente que o seu ministério é um serviço integrado no ritmo da vida pastoral da comunidade que serve.

A Igreja Católica vai assinalar, a 11 de Fevereiro, o 22º Dia Mundial do Doente, este ano subordinado ao tema “Fé e Caridade: Nós também devemos dar a nossa vida pelos irmãos”, proposto pelo Papa Francisco.

Na mensagem aos doentes, o Papa Francisco recorda que “o teste da verdadeira fé em Cristo está no dom de espalhar o amor ao próximo, especialmente para com aqueles que sofrem, para com aqueles que são marginalizados”.