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Associação pede ao Papa para não “condenar pombas à morte”

28 jan, 2014

No passado domingo as duas pombas brancas libertadas pelo Papa Francisco, em sinal de paz, foram logo atacadas por um corvo e uma gaivota.

Associação pede ao Papa para não “condenar pombas à morte”
A Agência Nacional para a Protecção dos Animais (ANPA) pede ao Papa que abandone a prática de libertar pombas brancas da janela com vista sobre a Praça de São Pedro.

Segundo este movimento italiano, este hábito equivale a uma “condenação à morte” para estes animais.

A pomba é um símbolo internacional de paz e existe a tradição de soltar uma ou duas em alturas em que se reza de forma particular pela paz. No passado domingo, depois da oração do Angelus, o Papa pediu pela paz na Ucrânia e depois, com a ajuda de duas crianças, soltou os dois pássaros. Estes, contudo, foram de imediato atacados por um corvo e uma gaivota que estavam nas proximidades. Inicialmente as pombas conseguiram livrar-se dos seus perseguidores e não foi claro se conseguiram depois fugir ou se terão acabado por ser caçadas.

Estas pombas são animais domésticos, criados em cativeiro, e não estão preparadas para lidar com os predadores, explica a ANPA. A agência refere ainda que os telhados dos edifícios do Vaticano estão cheios de ninhos de outros pássaros, como as gaivotas, que não perdem a oportunidade de atacar os pássaros mais pequenos e indefesos.