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Percurso turístico dá a conhecer igrejas históricas em Bragança

28 jan, 2014 • Olímpia Mairos

Diocese de Bragança-Miranda ambiciona aliar a evangelização ao desenvolvimento integral da região através do turismo, da cultura e da arte.

A pastoral do Turismo da diocese de Bragança-Miranda acaba de lançar um percurso turístico para dar a conhecer as oito igrejas mais emblemáticas da cidade.

O passeio pedestre propõe uma caminhada de 3,3 quilómetros pelos principais templos da cidade, que demora cerca de três horas. O itinerário proposto começa e termina na Catedral de Bragança, passando pela emblemática Sé, no centro, e pela zona histórica, onde se encontram outras Igrejas. Mas os turistas possam definir o seu próprio percurso.

“Queremos mostrar toda a riqueza patrimonial das igrejas da cidade e evangelizar através do património, até porque muitas pessoas da região não conhecem a riqueza que possuímos e ao conhecerem até podem ser tocadas”, refere à Renascença a responsável pela pastoral do Turismo, Alexandrina Fernandes.

De “uma forma profissional e credível”, a diocese de Bragança-Miranda pretende fazer deste projecto “um campo de evangelização e, ao mesmo tempo, contribuir positivamente para o desenvolvimento integral da região pelo turismo, pela cultura, pela arte, pelo que de bom existe”, salienta o bispo D. José Cordeiro, realçando que “as nossas igrejas, os monumentos, os bens materiais e imateriais, móveis e imóveis, tudo aquilo que faz parte da cultura e da alma desta terra, deste povo, é um bem que nós queremos partilhar”.

A visita às oito Igrejas é feita sem guia, com o apoio de panfletos e uma aplicação informática acessível em telemóveis e "tablets". A aplicação é interativa e permite adicionar às informações existentes sobre cada templo o que os visitantes encontrarem de relevante durante a visita, incluindo fotografias.

Numa segunda fase está prevista uma parceria com o Museu Abade de Baçal, para a formação de guias que acompanhem os turistas nas diversas visitas.

A ideia passa ainda por incentivar os “privados” a explorarem e a rentabilizarem a nova aposta turística, de forma a “contribuírem para o desenvolvimento económico da diocese”.