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Arcebispo de Évora quer cristãos a descobrir “dimensão prática da caridade”

08 jan, 2014 • Rosário Silva

D. José Alves pede uma “atenção especial” para as “famílias em crise” e desafia os cristãos a traduzir a doutrina em gestos práticos de solidariedade com os que precisam.

No início de um novo ano, o Arcebispo de Évora quer lembrar aos cristãos que a sua “vivência” deve ser “em comunidade e não apenas individual”. Em declarações à Renascença, D. José Alves diz ser importante que a “comunidade cristã preste mais atenção à dimensão celebrativa e litúrgica”, mas não pode esgotar a sua missão por aí.

“A dimensão da caridade é o exemplo mais evidente e, porventura, mais convincente que uma comunidade pode dar ao mundo, pois é quando traduz a sua vida cristã em gestos de solidariedade para com aqueles que mais precisam”.

Da teoria à prática, o prelado considera que não se pode esquecer as famílias que “entre nós vão estando cada vez mais desintegradas, com mais problemas no seu próprio seio e não só de ordem económica”.

D. José Alves diz haver um conjunto de dificuldades que pautam os tempos actuais, muitas camufladas como os “problemas que têm a ver com o sentido da vida, com os compromissos assumidos ou com a responsabilidade em relação aos membros da família, particularmente os filhos”.

“ A família hoje está em crise”, afirma, pelo que “precisa de uma atenção especial”.

Nos primeiros dias de um ano em que todas as previsões não passam disso mesmo, o prelado lembra que “ melhor que existe neste mundo é mesmo uma família”, daí que seja prioritário cultivar “os laços de amor, de fraternidade, de filiação e paternidade”.

“Só assim se pode viver a vida cristã de uma forma mais plena e mais integral, porque tudo devemos fazer para salvar e promover a família”, conclui.