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Cristãos egípcios vivem Natal “amargo” entre polícia e repressão

06 jan, 2014

Dia de Natal celebra-se a 7 de Janeiro no Oriente, mas apesar de ser um dia de festa e alegria, em muitas igrejas vive-se um clima de medo e apreensão.

Cristãos egípcios vivem Natal “amargo” entre polícia e repressão
Natal Ortodoxo. Ortodoxos gregos participação numa procissão, em Belém, a terra onde Jesus Cristo nasceu, para celebrar o Natal. EPA/ABED AL HASHLAMOUN.

Os cristãos ortodoxos e católicos de rito oriental - desde a Rússia e Grécia ao Médio Oriente e ao Egipto - celebram o Natal esta terça-feira, 7de Janeiro.

Apesar de ser, tradicionalmente, um dia de festa para os cristãos que seguem o calendário juliano, em muitas igrejas vive-se um clima de medo e apreensão, como explicou, hoje, à Rádio Vaticano o bispo copta católico de Giza, no Egipto, Monsenhor Antonios Mina.

No Egipto, conta o prelado, “a polícia está a fechar as estradas à volta da Igreja”.

“Fecham toda a estrada e colocam polícia no início e no fim, e impedem os carros de passar. Só se pode passar a pé, para assegurar um pouco de paz às igrejas”, disse.

A situação não é nova, diz o Monsenhor Antonios Mina, mas este ano agravou-se: ”Cada ano há um polícia, dois, três, quatro no máximo, quando se trata de uma igreja grande, mas agora trazem carros blindados. E nós não gostamos de rezar com esta atmosfera! Não gostamos”.

O Natal “é uma ocasião para agradecer a Deus por este ano. Passámos três anos difíceis depois da revolução e o último foi um ano negro”, aponta.

“Esperemos agora que este Natal possa passar em paz”, acrescenta ainda o bispo egípcio. “Temos um amargo de boca, apesar de serem dias de festa e de ano novo.”