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Rádio foi a maior "paróquia" de D. Manuel Clemente

29 nov, 2013 • Ângela Roque

Meditações do Patriarca de Lisboa na Renascença estão agora reunidas no livro "O Evangelho e a Vida - Conversas na Rádio no Dia do Senhor", apresentado esta quinta-feira, em Lisboa.

Rádio foi a maior "paróquia" de D. Manuel Clemente

Um quase recorde. Ao longo de 12 anos, D. Manuel Clemente esteve todos os domingos no ar, no programa da Renascença “O dia do Senhor”. A audiência média superava os 100 mil ouvintes, e um dos que o escutava atentamente era Marcelo Rebelo de Sousa. Para o professor, que se diz um “um ouvinte criterioso”, as suas palavras davam sentido aos dias: “O meu fim-de-semana sem este programa não tinha razão de ser. Fazia falta passar a livro as meditações. Estarem em livro acho excepcional”.

Para o Patriarca de Lisboa, o programa foi a sua maior paróquia, “com um público praticante e não praticante”. D. Manuel Clemente classifica o tempo do programa como “um período bonito como são todos, desde que a gente se aplique”, numa tentativa de formar “cristãos mais activos”. “Agradeço a Deus ter sido assim, foi uma equipa óptima, com o Óscar Daniel e a Francisca Favilla na produção.”

Desde o início, o programa teve como objectivo alertar as pessoas para o evangelho. Óscar Daniel, que apresentava o espaço, considera que foi “uma oportunidade extraordinária de recentrar as pessoas no que era a importância do domingo. Acabaram por ser anos de crescimento espiritual, de aprofundamento da doutrina e de estímulo intelectual” e “sobretudo de convívio com uma personalidade que é uma das grandes personalidades da nossa cultura, que tinha este cuidado de, cada vez que gravávamos o programa, nos perguntar: ‘vocês acham que eu fui claro?’”, conta.

O Patriarca de Lisboa ainda não leu o livro, mas agradece a paciência das monjas de Campo Maior na transcrição.

“Deve ter dado imenso trabalho às pobres das irmãs concepcionistas passarem a escrito tantos anos de gravações. Eu só pedi que houvesse um teólogo que revisse tudo, porque às vezes no ardor da conversa as coisas podem sair menos certas. Está aí, eu ainda não o li, mas lembro-me de ter dito muita coisa. Vamos ver e que aproveite ao público.”

A clareza na comunicação foi uma das razões que levou Marcelo Rebelo de Sousa a ser um ouvinte atento do programa da Renascença. O livro “já está na minha biblioteca, já o mostrei na televisão, onde eu poder fazer espalhar o livro farei, é um bom presente de Natal”, diz Marcelo Rebelo de Sousa.

[notícia actualizada às 13h00]