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Livro reúne testemunhos de argentinos salvos pelo Papa

11 nov, 2013 • Ângela Roque

“Lendo vamos perceber melhor a personalidade do Papa Francisco e aquilo que ele está a viver hoje”, diz a responsável das Paulinas, que edita a obra.  

“A Lista de Bergoglio” é um dos mais recentes livros sobre o Papa Francisco. Está à venda em Portugal a partir desta segunda-feira. 

A obra  fala do período mais polémico da sua vida, o da ditadura militar na Argentina, quando o exército raptou e matou milhares de pessoas.

"A Lista de Bergoglio" reúne testemunhos de muitas pessoas que foram salvas pelo actual Papa quando era Provincial dos Jesuítas na Argentina. Também inclui o interrogatório a que foi sujeito no Tribunal que investigou os crimes da ditadura e que o ilibou da suspeita de ter colaborado com o regime. Mas há quem tenha dúvidas. Foi para as esclarecer que o autor decidiu investigar.

O resultado é este documento que a directora geral das Paulinas fez questão de publicar: “Quando surgiu o anúncio deste livro eu senti quase um dever moral de fazer tudo para o conseguir publicar em português, para ajudar as pessoas a compreender o que é que ele fez nessa ditadura. É mais do que um livro, é um testemunho vivo. Lendo este livro nós vamos perceber melhor a personalidade do Papa Francisco e aquilo que ele está a viver hoje, e muitas pessoas se surpreendem, não é mais do que uma consequência do que tem sido toda a sua vida, em que fazia tudo para ajudar os seus conterrâneos para se libertarem do sofrimento em que viviam, e que era uma coisa atroz”.

Para a irmã Eliete Duarte, “A Lista de Bergoglio” vem repor a verdade: “Tem como subtítulo ‘Os que foram salvos Francisco durante a ditadura; A história nunca contada’. Este jornalista sentiu a necessidade de repor a verdade e dizer alguma coisa que nunca tenha sido dita”.

O autor é Nello Scavo, do jornal italiano “Avvenire”, que no final do mês virá a Portugal apresentar a obra. 

Publicado pela Paulinas Editora, este é um livro com o apoio da Renascença, cujo prefácio é assinado pelo Nobel da Paz Adolfo Pérez Esquivel.