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Padre acusado de abusos considera-se inocente

19 set, 2013

Depois do caso vir a público em Dezembro passado, o sacerdote foi imediatamente suspenso do seminário e tem estado em prisão domiciliária numa casa sacerdotal.

O sacerdote da Guarda acusado de vários casos de abusos sexuais de seminaristas que estavam a seu cargo no Seminário Menor do Fundão considera-se inocente.

O julgamento do padre Luís Mendes começou esta quinta-feira de manhã. O arguido optou por não falar nesta primeira sessão, onde as cerca de 50 testemunhas, na maioria jovens, acabaram por ser dispensadas. Cinco regressam, esta tarde, para serem ouvidos.

Luís Mendes, de 37 anos, é ex-vice-reitor do Seminário Menor do Fundão e é acusado de 19 crimes de abuso sexual de menores, alegadamente cometidos com alunos internos do seminário. Cinco rapazes, entre os 11 e os 17 anos, apresentaram queixa através das famílias, à Polícia Judiciária.

Depois do caso vir a público em Dezembro passado, o sacerdote foi imediatamente suspenso do seminário e tem estado em prisão domiciliária numa casa sacerdotal.

O responsável dessa casa, padre Carlos Lages, garante que o arguido se considera inocente: “Não é fácil ter ali um rapaz nestas circunstâncias, um colega, que já foi meu aluno. Continua até ao momento sempre a considerar-se inocente. Não me compete a mim julgar, eu espero é que se faça justiça e que não haja perversão da justiça. Infelizmente sabemos que muitas vezes é assim”, diz.