Tempo
|

Portugal foi assunto à mesa do Papa

26 jul, 2013

Filipe Teixeira foi um dos 12 escolhidos para almoçar com o Papa Francisco e ouviu o Papa dizer que se alguém diz que ama Deus mas não o próximo, então algo está mal.

Portugal foi assunto à mesa do Papa
Portugal foi assunto à mesa do Papa
Um português, da diocese de Lisboa, esteve entre os doze jovens de todos os continentes que almoçaram esta sexta-feira com o Papa, no Rio de Janeiro. Durante o almoço, os jovens conversaram com Francisco sobre alguns problemas que a Igreja enfrenta, como a crise das vocações, mas também sobre outros assuntos, como a grave situação económica que muitos países atravessam. O Santo Padre voltou a apelar aos futuros adultos para que sejam eles os "responsáveis pela revolução que é necessária".
A situação da Europa, e especificamente de Portugal, foi um dos assuntos abordados durante o almoço que o Papa teve esta sexta-feira com jovens representantes de todos os continentes, entre os quais se contava Filipe Teixeira, de Camarate.

Questionado sobre a crise económica, Francisco repetiu uma ideia já expressa durante a sua viagem ao Brasil e disse que os jovens têm de ser protagonistas de uma revolução de valores.

Filipe Teixeira fala de uma refeição de que jamais se esquecerá e recorda as palavras que o Papa lhes dirigiu: “Foi impressionante escutar que esta é uma sociedade marcada por uma cultura economicista que se esquece de outros valores, valores como a vida humana, por exemplo, e aí temos um papel fundamental. Repetindo o que disse ontem, a revolução tem de começar nos jovens, tem de começar em nós, temos de mudar este crescimento economicista e voltar a um crescimento de valores e de solidariedade”, afirma.

O português de 29 anos teve oportunidade de falar um pouco sobre a situação em Portugal, mas a maior parte da conversa foi sobre assuntos de interesse para todos os jovens: “Perguntou-se como discernir a vocação na vida, na Igreja. Ele deu respostas fantásticas. Através da oração, em que nos preocupemos com o amor ao próximo, não dizer só que temos um amor a Deus e fecharmo-nos nisso. Se não tivermos amor ao próximo algo está mal.”

Com os nervos próprios de uma ocasião destas, a conversa e a refeição começaram de forma hesitante, mas rapidamente se tornaram fluidas: “Inicialmente para colocar a conversa houve algum período de adaptação, mas depois fomos conversando como entre amigos, com simplicidade, humildade, como se estivéssemos a escutar o nosso avô a dar ensinamentos”, explica Filipe Teixeira.