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Muçulmanos começam a observar o Ramadão

10 jul, 2013 • Filipe d’Avillez

Em Portugal, a regra é seguir a prática da Arábia Saudita, pelo que o Ramadão começou na terça-feira à noite. Esta quarta, observa-se o primeiro jejum.

Muçulmanos começam a observar o Ramadão
Em várias partes do mundo islâmico os muçulmanos assinalam esta quarta-feira o primeiro dia de jejum do mês do Ramadão.

O calendário islâmico é lunar, pelo que o novo mês apenas começa quando a lua nova se torna visível no céu. Diferentes comunidades podem começar o Ramadão em diferentes datas, dependendo de quando conseguem observar a lua nova.

A regra em Portugal, segundo declarações do Sheikh David Munir à Renascença, imã da Mesquita Central de Lisboa, é seguir a indicação da Arábia Saudita, onde a lua nova foi observada pela primeira vez na noite de terça-feira, pelo que os muçulmanos portugueses jejuam esta quarta-feira pela primeira vez.

Todos os muçulmanos adultos e fisicamente sãos devem abster de comer, beber, fumar ou ter relações sexuais desde o nascer ao pôr-do-sol durante todo o mês do Ramadão.

Uma vez que o calendário islâmico tem menos 10 a 11 dias que o calendário gregoriano, a data de início do Ramadão dá-se cerca de uma semana e meia mais cedo todos os anos. Nos últimos anos tem calhado no pico do verão, o que torna mais exigente o esforço, por causa do calor e da extensão dos dias.

Tradicionalmente a lua nova tem de ser visível a olho nu para que se possa anunciar o início do mês. Este ano, contudo, os diferentes líderes islâmicos em França tentaram chegar a um acordo para determinar o início do mês cientificamente. Assim sendo a maioria dos muçulmanos franceses começaram a jejuar na terça-feira, mas alguns recusaram alegando, precisamente, não conseguir distinguir a lua na noite de segunda.

Polémica no Reino Unido
No Reino Unido o início deste mês sagrado para os muçulmanos está a ser acompanhado de alguma polémica.

Em causa está a decisão do canal 4 da televisão pública de transmitir o chamamento à oração islâmica durante todo o mês do Ramadão.

Várias pessoas criticam a medida alegando que a mesma televisão pública que tende a desprezar a identidade cristã do país está agora a tentar agradar aos muçulmanos.
 
Mas os secularistas também criticam a medida, dizendo que não cabe a uma estação pública usar dinheiro dos contribuintes para promover uma prática religiosa.