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Coruche

Um espaço de contemplação

21 jun, 2013 • Rosário Silva

Dois anos depois da bênção da primeira pedra, o futuro Mosteiro de Nossa Senhora do Rosário dá os primeiros passos.

Um espaço de contemplação
Um espaço de contemplação
O Arcebispo de Évora, D. José Alves, vai presidir esta segunda-feira à missa de inauguração da primeira fase de construção do Mosteiro de Nossa Senhora do Rosário, no Couço, concelho de Coruche. O espaço destina-se a pessoas que desejem passar algum tempo em ambiente de recolhimento e oração, numa obra que vai crescendo "à medida das necessidades e possibilidades", lembra à Renascença o padre José de Leão Cordeiro.

O pároco do Couço recorda que esta foi a resposta a alguém que há dois anos questionou a "madre, que estava presente, se a obra seria para fazer imediatamente". "Não há tempo para a começar, nem tempo para a acabar. Isso vai depender de muitos factores, principalmente daquilo que Deus nos for mostrando através das realidades humanas com que temos de contar", adianta o sacerdote.

Numa terra onde o trabalho de evangelização não é fácil, receber esta obra é, nas palavras do padre José de Leão Cordeiro, uma graça de Deus. "Eu fiquei como um gato com chocalho, não é? Pensei logo que Deus é muito engraçado, não se confessa a ninguém, nós é que nos confessamos a Ele e Ele tem uns segredos que guarda para si."

O pároco do Couço atribui esta graça "àqueles que já cá estiveram, viveram, sofreram, sorriram, choraram e que, devido a isso, fizeram com que o Senhor olhasse com olhos de misericórdia para esta terra que é árida, religiosamente falando, e decidisse dar-nos esta prenda”. 

A partir desta segunda-feira, as Monjas de Belém em Portugal, até agora residentes na Quinta do Calhariz, em Sesimbra, passam também a residir neste primeiro local do futuro Mosteiro.

A inauguração acontece um ano depois da bênção e colocação da primeira pedra  precisamente no dia de S. João Baptista, um dos padroeiros desta família monástica de Belém, ordem contemplativa francesa mais conhecida por "Monjas de Belém". A congregação religiosa nasceu nos Alpes Franceses em 1950 e evidencia-se, sobretudo, pelo seu caracter profundamente eremita.