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Papa terá confirmado existência de um “lobby homossexual” no Vaticano

11 jun, 2013

As alegadas palavras do Papa terão sido feitas durante um encontro com representantes de ordens religiosas da América do Sul.

O Papa Francisco terá admitido a existência de corrupção na cúria romana e, até, de um “lobby homossexual”, durante um encontro com representantes de ordens religiosas da América do Sul e Caraíbas.

Um alegado relato das palavras do Papa, cuja veracidade não pode ser confirmada pela Renascença, terá sido feito por um dos participantes ao site católicos progressista “Reflexão e Libertação”.

De acordo com este relato, a dada altura, o Papa terá falado sobre a reforma da cúria romana: “Sim, é difícil. Na Cúria há pessoas muito santas, a sério, muito santas. Mas há também uma corrente de corrupção, também lá está, é verdade. Fala-se no ‘lobby gay’, e é verdade, ele existe… Temos de ver o que podemos fazer”.

De seguida, o Papa terá manifestado confiança na capacidade de a comissão de oito cardeais por si criada poder lidar com o assunto: “A reforma da Cúria Romana é algo que quase todos os cardeais pediram nas congregações gerais antes do conclave. Eu também o pedi. Não posso promover esta reforma sozinho, estes assuntos administrativos… Eu sou muito desorganizado, nunca tive jeito para isto. Mas os cardeais da comissão vão avançar com isto.”

Segundo o site “Reflexão e Libertação”, o Papa falou ainda de muitos outros assuntos, incluindo as duas correntes divergentes de progressistas e de tradicionalistas na Igreja: “Há uma corrente restauracionista (…) estes grupos regressam a práticas e a disciplinas que eu conheci (…), mas que hoje já não existem. Depois, há uma segunda corrente, gnóstica. Os panteísmos. Ambos são movimentos de elite, mas este é de uma elite mais educada. Ouvi falar de uma superiora geral que dizia às irmãs da sua congregação para não rezarem de manhã, que se deviam banhar espiritualmente no cosmos, coisas desse género”.

A Renascença já contactou a Sala de Imprensa da Santa Sé para obter um comentário a estes relatos, mas ainda não obteve resposta.