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Papa abdica de ler discurso para não ser "demasiado aborrecido"

07 jun, 2013

Durante um encontro com estudantes, Francisco optou por passar de imediato ao diálogo, explicou que não foi viver para a residência papal por "razões psiquiátricas" e disse que era dever de todos os cristãos envolverem-se na política.

Papa abdica de ler discurso para não ser "demasiado aborrecido"
Papa abdica de ler discurso para não ser "demasiado aborrecido"
Durante um encontro com estudantes, o Papa optou por passar de imediato ao diálogo, explicou que não foi viver para a residência papal por "razões psiquiátricas" e disse que era dever de todos os cristãos envolverem-se na política. Francisco voltou a romper com o protocolo e preferiu uma sessão livre de perguntas e respostas num encontro com centenas de alunos de colégios jesuítas.
O Papa Francisco encontrou-se esta sexta-feira com centenas de alunos de colégios jesuítas. Em vez de ler um discurso preparado, o que seria "demasiado aborrecido", Francisco voltou a romper com o protocolo e preferiu uma sessão livre de perguntas e respostas.

Questionado sobre a razão pela qual não foi viver para a residência papal, Francisco invocou "razões psiquiátricas". Na afirmação, feita num registo de humor, o Papa explicou que detesta viver sozinho e que gosta de estar no meio da acção.

Em resposta a outro assunto, Francisco disse que era o dever de todos os cristãos envolverem-se na política, considerando que esta é uma forma de caridade, uma vez que procura o bem comum. Se actualmente a política é "suja", continuou o Papa, talvez a culpa seja dos cristãos que não fazem o suficiente. "É muito fácil culpar os outros", referiu.

Outra área abordada foi a da educação, um campo em que os jesuítas estão muito envolvidos em todo o mundo. O Papa afirma que tanto professores como pais devem procurar um equilíbrio entre providenciar segurança e empurrar as crianças para fora das suas zonas de conforto. Ir longe de mais em qualquer um dos aspectos é mau.

Francisco voltou a falar da pobreza, um assunto a que tem voltado recorrentemente desde que foi eleito. A pobreza que existe no mundo "é um escândalo", afirmou, questionando como pode ser possível que haja pessoas a quem falta comida e educação quando existem tantos recursos e tanta riqueza no mundo.


[notícia actualizada às 14h33]