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Papa Francisco torna-se recordista de canonizações

09 mai, 2013

Numa celebração no próximo domingo, o Papa eleva aos altares mais de 800 mártires pela fé, mortos pelos otomanos numa incursão em Itália no ano 1480.

Papa Francisco torna-se recordista de canonizações
O Papa Francisco tornar-se-á, no próximo domingo, o recordista das canonizações ao elevar aos altares um grupo de pelo menos 800 santos, apenas dois meses depois de ter sido eleito.

Durante a cerimónia, que decorre no Vaticano, o Papa declarará a santidade de pelo menos 800 homens que foram executados por invasores otomanos no ano de 1480, na cidade de Otranto, em Itália.

Na altura da invasão o líder dos muçulmanos, que pretendia invadir Roma, matou o arcebispo da cidade e depois reuniu todos os homens maiores de 15 anos e ordenou-os a converterem-se ao Islão, sob pena de serem executados. Segundo a tradição um alfaiate, a única vítima cujo nome é conhecido, falou em nome dos restantes homens, dizendo: “Nós acreditamos em Jesus Cristo, filho de Deus, e por Jesus Cristo estamos prontos a morrer”.

De seguida os soldados otomanos decapitaram todos os homens, cujas ossadas foram preservados e ainda podem ser vistos na catedral da cidade.

A resistência dos cidadãos de Otranto, que durou duas semanas, permitiu aos rei de Nápoles reunir uma força para fazer frente aos invasores e assim impedir a queda de Roma.

Em 2007 o agora Papa emérito Bento XVI reconheceu que os mortos de Otranto eram beatos. Não é necessária a averiguação de um milagre para beatificar mártires, mas sim para os declarar santos. Esse milagre foi reconhecido em 2012, abrindo caminho para a canonização que, contudo, será oficializado pelo novo Papa, Francisco.

Com esta canonização em massa dos 800 mártires o Papa ultrapassa largamente o recorde de João Paulo II que, durante os seus anos de pontificado, canonizou 91 pessoas.