Tempo
|

Quem melhor que Bergoglio para falar do novo Papa?

07 abr, 2013 • Ângela Roque

“Papa Francisco: conversas com Jorge Bergoglio” é o título da edição portuguesa deste livro autobiográfico que vai ser publicado pela Paulinas Editora. O padre Tolentino Mendonça não duvida que vai ser "o livro do ano".  

Quem melhor que Bergoglio para falar do novo Papa?
Menos de um mês após a eleição do Papa Francisco, começam a chegar às bancas livros sobre o novo bispo de Roma. Um dos mais importantes, que tem servido como principal instrumento para conhecer o pensamento do actual Papa, é um livro em forma de entrevista que foi publicado originalmente na Argentina, quando ainda era arcebispo de Buenos Aires.

Editado originalmente em 2010 com o título “El Jesuíta”, o livro chega agora a Portugal. O padre Tolentino Mendonça, consultor editorial da Paulinas Editora, diz que esta é a obra ideal para ficar a conhecer melhor quem é o cardeal argentino escolhido para conduzir os destinos da Igreja católica: “Este livro é de facto um documento único, oferece um retrato do Papa na primeira pessoa. Ele recupera os grandes momentos da sua vida, os acontecimentos marcantes, revive o seu passado, e ao mesmo tempo mostra muito da sua personalidade”.

“Por todo o lado onde tem sido traduzido é um grande acontecimento e eu não tenho dúvidas de que em Portugal será o livro do ano”, sublinha.

O livro foi escrito por dois jornalistas que entrevistaram o então arcebispo de Buenos Aires ao longo de dois anos. Bergoglio respondeu sempre a todas as perguntas com a simplicidade, lucidez e sentido de humor que o caracterizam: “O diálogo decorre com uma grande simplicidade, e até com grande sentido de humor. O Papa por diversas vezes conta anedotas, ri-se”.

A par dessa espontaneidade “há uma profundidade de pensamento, uma profundidade espiritual que é absolutamente marcante”, sublinha o padre Tolentino, para quem a forma simples de o Papa comunicar pode fazer toda a diferença: “um dos grandes problemas da Igreja contemporânea é de facto a comunicação. Há uma dificuldade histórica da Igreja em comunicar, em tornar-se escutada, e por isso esta simplicidade de forma que o Papa Francisco tem faz dele um tradutor privilegiado, um tradutor extraordinário da mensagem cristã. E isto enche-nos a todos de esperança, porque o Papa constrói um modelo, constrói um paradigma para a comunicação eclesial”.

O livro “Papa Francisco – Conversas com Jorge Bergoglio” foi escrito pelos jornalistas Sérgio Rubin, argentino, e Francesca Ambrogetti, italiana. Vai estar nas livrarias dia 16 de Abril, numa edição da Paulinas, com o apoio da Renascença.