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Papa pede paz para a República Centro-Africana

27 mar, 2013

Após a Semana Santa o Papa passará a dedicar as audiências gerais de quarta-feira às catequeses sobre a fé, dando continuidade ao que fazia Bento XVI.

Papa pede paz para a República Centro-Africana
Papa pede paz para a República Centro-Africana
O Papa Francisco pediu aos intervenientes no conflito da República Centro Africana que "cessem imediatamente a violência e os saques, e se encontre quanto antes uma solução política para a crise que restitua a paz e a concórdia". A capital da República Centro Africana, Bangui, foi tomada no domingo pelos rebeldes depois de uma ofensiva de três dias para derrubar o Presidente, François Bozizé, que deixou o país e cujo paradeiro é desconhecido.

O Papa Francisco dedicou parte da sua audiência geral à situação na República Centro-africana.

Na primeira audiência pública do pontificado, Sua Santidade lançou um forte apelo à paz naquele país, que vive há demasiado tempo marcado por feridas e divisões.

“Sigo com atenção o que está a acontecer na República Centro-africana e desejo assegurar a minha oração por todos os que sofrem, em particular pelos parentes das vítimas, pelos feridos e pessoas que perderam a sua casa e que foram obrigadas a fugir.”

“Faço um apelo especial, para que cessem imediatamente a violência e os saques e se encontre rapidamente uma solução política para a crise que devolva a paz e a concórdia aquele querido país, há demasiado tempo marcado por feridas e divisões”, disse o Papa esta manhã no Vaticano.

Francisco falou também da importância da Semana Santa, em que se encontram os católicos: “Viver a Semana Santa é entrar sempre mais na lógica de Deus, na lógica da Cruz que não é, antes de mais, a da dor nem da morte, mas a do amor e do dom de si que traz vida. É entrar na lógica do Evangelho. Seguir e acompanhar Cristo, permanecer com Ele, exige um ‘sair’: de si próprio, de um modo cansado e rotineiro de viver a fé, da tentação de se fechar nos próprios esquemas que acabam por fechar o horizonte da acção criativa de Deus”

Este é um desafio pessoal que requer esforço, explica o Papa: “Alguém poderia dizer ‘não tenho tempo’, ‘tenho tantas coisas para fazer’, ‘é difícil’, ‘que posso fazer com tão pouca força, e também com o meu pecado e com tantas coisas?’ Frequentemente contentamo-nos com uma orações, com uma missa dominical distraída e inconstante, com algum gesto de caridade, mas não temos a coragem de ‘sair’ para levar Cristo”.

“Jesus não tem casa porque a sua casa somos nós! A sua missão é abrir a todos as portas de Deus, ser a presença do amor de Deus. Na Semana Santa nós vivemos o vértice deste caminho, deste desígnio de amor que percorre toda a história das relações entre Deus e a humanidade”, continuou o Papa.

O Papa explicou ainda que após a Semana Santa passará a dedicar as audiências gerais de quarta-feira às catequeses sobre a fé, dando continuidade ao que fazia Bento XVI, neste que é o ano da Fé.