Tempo
|
Autárquicas 2021
35,5%
139Câmaras
13,9%
69Câmaras
11,49%
29Câmaras
7,87%
18Câmaras
5,71%
18Câmaras
4,09%
0Câmaras
2,55%
0Câmaras
1,55%
5Câmaras
1,14%
0Câmaras
12,09%
10Câmaras
  • Freguesias apuradas: 3047 de 3092
  • Abstenção: 45,88%
  • Votos Nulos: 1,60%
  • Votos em Branco: 2,53%

“Líder” da oposição bloquista defende aproximação ao PS

10 nov, 2012

Daniel Oliveira lembra que “nos próximos anos, não haverá um governo de esquerda que exclua o PS".

O ex-dirigente bloquista Daniel Oliveira considera que nos próximos anos será impossível um Governo de esquerda excluindo o PS, mas Fernando Rosas contrapôs que haverá governo de esquerda queira ou não a direcção socialista.

A frontal divergência de posições entre os dois fundadores do Bloco de Esquerda registou-se no período de debate das moções de estratégia da VIII Convenção Nacional.

Daniel Oliveira, subscritor da moção alternativa à da direcção, criticou a indefinição estratégica e deixou um alerta de carácter prático: "Nos próximos anos, não haverá um governo de esquerda que exclua o PS", disse.

Logo a seguir, o historiador Fernando Rosas, apoiante da linha da direcção, respondeu e levantou os delegados: "A situação política vai mudar muito nos próximos meses e haverá um Governo de esquerda, queira ou não queira a direcção do PS".

Daniel Oliveira referiu-se depois àquela que lhe parece ser a estratégia de uma corrente da actual direcção do partido.

O ex-jornalista criticou ainda a ideia das mesmas correntes sobre a política de alianças de esquerda ao nível autárquico.

"Quando me dizem que podemos fazer alianças autárquicas com o PCP se o PS deixar e com o PS se o PCP autorizar, percebo bem em que beco sem saída mequerem enfiar. Trata-se de evitar qualquer aliança sem assumir a responsabilidade da escolha", apontou, antes de lamentar que, por vezes, a ideia de "governo de esquerda" se limitar "a uma boa frase para um 'outdoor' ou um estado de espírito".