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Marcelo prevê recuo no IMI à custa dos funcionários públicos

10 out, 2012 • Cristina Branco

Governo "ponderou o efeito explosivo do IMI e, do outro lado, o efeito que já se tornou crónico da função pública pagar as favas”, afirma antigo líder do PSD.

Marcelo prevê recuo no IMI à custa dos funcionários públicos

Marcelo Rebelo de Sousa diz que o Governo trocou o agravamento do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) pela dispensa de funcionários públicos.

Em declarações à Renascença, o antigo líder social-democrata dá como certo algum alívio no agravamento anunciado para o IMI, em troca da não renovação de metade dos contratados a termo da administração pública.

“O Governo, no fundo, ponderou duas coisas: ponderou o efeito explosivo do IMI e, do outro lado, o efeito que já se tornou crónico da função pública pagar as favas”, afirma o professor de Direito.

Na leitura de Marcelo Rebelo de Sousa, o Executivo optou pelo “mal menor” em matéria potencial contestação social.

“Deve ter pensado que, apesar de tudo, há mais proprietários e famílias de proprietários que poderiam ter explosão social, do que propriamente funcionários [públicos] e os funcionários já estão habituados a sofrer.”

Para o antigo líder do PSD, o Governo está a “começar pelo fim” e “pelo mais fácil. 

“O que está a precisar fazer, a meu ver, no Governo, são as reformas estruturais, que é pegar na administração pública e dizer que instituições, observatórios, institutos e serviços estão a mais, e depois é que se ia ver que é que está a mais”, argumenta.

Marcelo Rebelo de Sousa falava à margem da abertura do novo ano do Instituto Cultural D. António Ferreira Gomes, no Porto.