Tempo
|

Passos Coelho vaiado em Gouveia

19 fev, 2012

Primeiro-ministro ouviu assobios e até insultos de alguns manifestantes, onde se incluiam sindicalistas, elementos de uma comissão de utentes contra as portagens nas auto-estradas da região, alguns populares e trabalhadores da Peugeot Citroen.

Passos Coelho vaiado em Gouveia
O primeiro-ministro foi vaiado e até insultado por manifestantes, onde se incluiam sindicalistas, elementos de uma comissão de utentes contra as portagens nas auto-estradas da região, alguns populares e trabalhadores da Peugeot Citroen, à chegada a Gouveia, na Serra da Estrela.

Passos Coelho tentou ainda chegar à fala com os manifestantes mas não conseguiu. Apenas falou com jornalistas, a quem garantiu que o país "não vai mergulhar em dificuldades ainda maiores", devido à crise.

No percurso, de várias dezenas de metros, que fez a pé entre o recinto da feira do queijo da serra e uma exposição de actividades económicas de Gouveia, o primeiro-ministro disse "estar com as pessoas exige coragem, exige bom senso".

"Nós temos que saber ouvir as pessoas quando as dificuldades são muitas e eu sei que as dificuldades são muitas. Não tenho nenhum problema em ouvir as pessoas, dar-me conta das suas dificuldades", sublinhou.

Acrescentou que "o que é importante é que as pessoas saibam que o país não vai mergulhar em dificuldades ainda maiores, porque nós estamos a cumprir com as nossas obrigações para puxar o país para cima".

"E é isto que nós temos de dizer às pessoas, temos de lhes dar uma mensagem de esperança e de confiança, não podemos deixar que as pessoas fiquem sem horizontes, sem expectativas, para o futuro", salientou.

Passos Coelho declarou ainda que os portugueses "têm de acreditar que está a ser feito o que é necessário para que o país volte e crescer e a ter emprego".