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Criação de postos de trabalho está perto dos 150 mil prometidos pelo PS

06 mai, 2015

Durante o debate quinzenal, Pedro Passos Coelho defendeu que se mantém "a tendência de descida do desemprego que vem desde o início de 2013".

O primeiro-ministro afirmou que, apesar da recessão, em dois anos foram criados cerca de 130 mil postos de trabalho, "quase tanto" como os 150 mil prometidos pelo PS no tempo da liderança de José Sócrates.

Durante o debate quinzenal, no parlamento, Pedro Passos Coelho defendeu que se mantém "a tendência de descida do desemprego que vem desde o início de 2013" e que está a ser criado "mais emprego qualificado, menos precário e a tempo mais completo", referindo que já se atingiram perto de "130 mil postos de trabalho criados na economia nos últimos oito trimestres".

"Não sei se se recordam de uma antiga promessa eleitoral de criação de 150 mil postos de trabalho. Houve, na altura, uma promessa que comprometia a criação de pelo menos 150 mil novos postos de trabalho. Nós conseguimos, apesar da recessão, ver a economia criar quase tanto nos dois últimos anos", acrescentou.

"E eu garanto que não se tratou de nenhuma operação administrativa, porque não foi por decreto que estes empregos apareceram na economia. Apareceram na economia em associação com aquilo que tem sido a reforma económica que o país tem conhecido", completou.

Antes, Passos Coelho sustentou que os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) confirmam que, em termos homólogos, a descida do desemprego e subida do emprego "é claramente a tendência" - e no seu entender "é importante olhar sobretudo para a tendência e menos para os dados mensais".

Segundo o chefe do executivo PSD/CDS-PP, em termos mensais "as oscilações ainda são sensíveis", e "os resultados têm de ser observados com alguma cautela", tendo em conta as "correcções estatísticas que são introduzidas em cada mês sobre os dois meses anteriores".

Quanto à evolução trimestral, referiu que "houve um agravamento de 0,2%, o que não é significativo", mas manifestou alguma preocupação com a "estabilização na descida do desemprego desde Outubro do ano passado até Março deste ano".

"Isso não é grandemente satisfatório", considerou. "Vamos ter de olhar para este problema com olhos mais cuidados, de modo a encontrar, quer do ponto de vista das políticas de conjuntura, das políticas activas de emprego, quer do ponto de vista estrutural, medidas que nos possam ajudar a acelerar a descida do desemprego, de maneira a pelo menos manter a tendência de descida que vem desde o início de 2013", concluiu o primeiro-ministro.

Este tema foi introduzido pelo líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, que assinalou que, "no que toca ao registo mensal, o INE veio na semana passada corrigir a estimativa anterior". "Afinal a taxa de desemprego não foi 14,1%, foi 13,6%. De Janeiro para Fevereiro houve um decréscimo da taxa de desemprego, e não um aumento", salientou o social-democrata, defendendo que isso vem "actualizar" o anterior debate parlamentar sobre esta matéria.

Luís Montenegro referiu que "em 26 meses, desde Janeiro 2013 a Março 2015, houve 23 meses em que a taxa de desemprego não subiu, houve mesmo até 21 meses em que desceu, e só três em que efectivamente houve um ligeiro aumento".

Face a estes dados, "a verdade factual, atestada já por números finais do INE" é que "há uma tendência clara de descida da taxa de desemprego, o que não significa que ele se encontre ainda num patamar muito elevado", alegou.