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Ex-director da Segurança Social acusa Passos Coelho de "evasão contributiva"

02 mar, 2015 • André Rodrigues

Edmundo Martinho considera que o desconhecimento da lei não serve de desculpa para cinco anos sem pagar contribuições.

Ex-director da Segurança Social acusa Passos Coelho de "evasão contributiva"

O ex-director do Instituto de Segurança Social (ISS) Edmundo Martinho acusa o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, de "evasão contributiva continuada".

Em declarações à Renascença, Edmundo Martinho, que liderou o ISS durante os governos de José Sócrates, considera que o desconhecimento da lei não serve de desculpa.

"Qualquer cidadão, particularmente quem tem um trabalho com estatuto de trabalhar independente, sabe que, todos os meses, tem que pagar as suas contribuições para a Segurança Social de acordo com o escalão de rendimento em que se situa e que está definido na lei", afirma Edmundo Martinho.

Se foi isto que aconteceu no caso do primeiro-ministro, "há aqui uma atitude continuada de fuga àquilo que é uma obrigação contributiva a que todos estamos sujeitos", acusa o ex-director do Instituto de Segurança Social.

Pedro Passos Coelho esteve cinco anos sem pagar as contribuições para a Segurança Social, avançou a edição de sábado do jornal "Público". O chefe do Governo pagou cerca de quatro mil euros voluntariamente depois de questionado pelo diário.

O gabinete do primeiro-ministro já veio esclarecer que a dívida de Passos Coelho já foi paga com juros, mesmo apesar de prescrita, uma situação que carece de clarificação, diz Edmundo Martinho.

O caso mereceu críticas do PCP e do PS e mesmo de comentadores da área do Governo, como Marcelo Rebelo de Sousa. Catarina Martins, porta-voz do Bloco de Esquerda, foi mais longe: Passos Coelho revelou ser "caloteiro", atirou.

Já o ministro da Segurança Social, Pedro Mota Soares, considera que o primeiro-ministro foi "vítima de erros da própria administração", à semelhança de milhares de portugueses.