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Deputado do PSD questiona “leviandade” de ministro grego

31 jan, 2015 • Paula Caeiro Varela e Eunice Lourenço

Duarte Marques escreveu ao novo primeiro-ministro da Grécia a pedir esclarecimentos sobre declarações de Yanis Varoufakis.  

Deputado do PSD questiona “leviandade” de ministro grego
Preocupado com as declarações que o novo ministro grego das Finanças fez ainda antes de ir para o Governo, o deputado do PSD Duarte Marques escreveu uma carta a Alexis Tsipras em que pede esclarecimentos.

Para Duarte Marques, aquilo que Yanis Varoufakis disse em Dezembro ao semanário “Expresso” é leviano e perigoso, pelo que pede ao novo primeiro-ministro grego que esclareça se é para levar a sério ou tudo não passa de “mais um ‘bluff’ da estratégia de campanha do Syriza”.

Nessas declarações, o agora ministro Yanis Varoufakis defendeu que a prioridade da Grécia seria renegociar o memorando, mesmo que isso provoque “algum tumulto nos mercados monetários”. E acrescentou: “Se isso significar, durante as nossas negociações, que as ‘yields’ da dívida de Portugal, Espanha e Itália sobem, tanto melhor. Porque Lisboa, Madrid e Roma serão forçadas a participar criativamente nessas negociações, formando uma frente dos periféricos”.

Para Duarte Marques, estas afirmações “podem colocar em causa a recuperação de Portugal, pois aludem, com total leviandade, à consequência que a sua estratégia pode causar aos juros da dívida portuguesa e intenção moral que revela”.

O deputado do PSD escreve que “a confirmarem-se estas intenções e estas consequências, isto é muito grave”. E continua: “Desejo firmemente que os cidadãos gregos se livrem da ‘troika’, que cumpram o seu memorando e que possam conhecer, tal como Portugal e a Irlanda, uma saída rápida de uma situação de grave dificuldade, mas não à custa do dano que causa a outros.”

Duarte Marques considera “perigoso que, como Ministro das Finanças da zona euro, Yanis Varoufakis mantenha a opinião que recentemente manifestou ao considerar positivo que as ‘yields’ de Portugal, Espanha ou Itália venham a subir em consequência dos “tumultos” financeiros provocados pelo novo governo grego, como forma de atrair estes países para o mesmo combate”. Escreve ainda que “tal é uma irresponsabilidade, uma chantagem, e não será à custa dos juros da dívida pagos por Portugal que a Grécia conseguirá o apoio dos restantes países”.

Por isso pede a Tsipras: “Agradeço que me esclareça e espero sinceramente que a tese que o atual Ministro das Finanças grego defendeu em Portugal, não passe de mais um ‘bluff’ da estratégia de campanha do Syriza.”