Tempo
|

Gritos de "demissão" cortam palavra a Carlos Moedas

22 out, 2013

Secretário de Estado Adjunto do primeiro-ministro foi interrompido durante uma conferência no ISEG, onde garantiu que o programa cautelar é um seguro e um apoio.

“Demissão” e “a luta continua, Governo para a rua” foram as palavras de ordem que interromperam o secretário de Estado Adjunto do primeiro-ministro. O incidente aconteceu na manhã desta terça-feira, na abertura de uma conferência sobre o Estado e a Economia, em Lisboa.

Carlos Moedas foi interrompido por elementos do Movimento Que Se Lixe a Troika, que também exibiam cartazes. Pouco depois, os manifestantes saíram da sala.

À margem de uma conferência sobre o Estado e a Economia, no Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), o secretário de Estado Adjunto do primeiro-ministro garantiu que o programa cautelar é um seguro e um apoio, complementando as declarações feitas na segunda-feira pelo ministro da Economia.

Pires de Lima garantiu esta segunda-feira, em entrevista à agência Reuters, que o Governo quer negociar um programa cautelar com Bruxelas e insiste em afastar a hipótese de um segundo resgate. "Ainda temos algum trabalho pela frente, algum progresso que tem de ser alcançado. Mas o nosso objectivo é começar a negociar um programa cautelar nos primeiros meses de 2014", afirmou António Pires de Lima, em Londres.

Esta manhã Carlos Moedas reafirmou a necessidade de ter um seguro para quando a “troika” sair de Portugal. “Concluir o nosso programa e depois, porque cumprimos e porque fizemos, estamos seguros que vamos ter apoio dos nossos parceiros. Esse apoio dos nossos parceiros pode ter várias formas, mas aquele de que estamos a falar é um apoio de acesso pleno ao mercado na forma de um seguro, ou seja é esse tipo de apoio a que se estaria a referir o ministro da Economia”.