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Passos não fala de greve e espera manutenção de concertação social

31 mai, 2013

Estruturas sindicais da administração pública afectas à UGT e à CGTP já chegaram a acordo para realizar uma greve conjunta no final de Junho, mas Governo espera conseguir entendimento.

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, recusou esta quinta-feira comentar uma eventual greve geral e afirmou esperar que o espírito de concertação social se possa manter, com “uma grande abertura” dos parceiros sociais para a resolução das dificuldades do país.

“Não me cabe estar a fazer prematuramente qualquer observação sobre isso. A minha função como primeiro-ministro é a de trabalhar para que um entendimento tão alargado quanto possível com os parceiros sociais possa ser alcançado nas reformas difíceis que nós estamos a fazer”, afirmou Passos Coelho, à margem da inauguração de um hotel em Lisboa.

As estruturas sindicais da administração pública afectas à UGT e à CGTP já chegaram a acordo para realizar uma greve conjunta no final de Junho. Lembrando que “várias vezes no passado conseguimos fechar acordos de concertação social”, o primeiro-ministro ministro espera que “esse espírito se possa manter”.

Passos Coelho diz que a actual situação “é difícil” para os sindicatos e para os trabalhadores, mas também “não é fácil para o Governo”, sublinhando que “o país tem suportado custos muito elevados nos últimos dois anos”.

Por isso, o primeiro-ministro espera “que haja uma grande abertura” por parte dos parceiros sociais para virem “ao encontro da resolução destas dificuldades, como o Governo pretende”.

Depois de várias reuniões com o secretário de Estado da Administração Pública e de vários contactos entre si, a Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública (CGTP), a Federação Sindical da Administração Pública (UGT) e o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (UGT) conseguiram entender-se para convergir num protesto geral.

As três estruturas sindicais da administração pública deverão anunciar a greve e respectiva data na sexta-feira, dia em que a CGTP também deverá anunciar a realização de uma greve geral. A data mais provável para a greve da função pública é dia 27 de Junho.