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"Número 2" do Estado Islâmico dado como morto

13 mai, 2015 • Filipe d’Avillez

Abu Alaa al-Afri foi nomeado para substituir o líder do grupo terrorista quando este ficou ferido num ataque, mas apenas esteve no poder durante cerca de um mês.  

"Número 2" do Estado Islâmico dado como morto
O líder interino do autoproclamado Estado Islâmico foi morto esta quarta-feira, num ataque aéreo no Iraque, segundo o ministério da Defesa em Bagdad.

Abu Alaa al-Afri era o número dois do grupo e assumiu o comando efectivo do grupo algumas semanas depois de o líder Abu Bakr al-Baghdadi ter ficado ferido noutro ataque, em Março. Não há muita informação fiável sobre o estado de saúde de Baghdadi, mas há indicações de que poderá ter ficado parcialmente paralisado devido a ferimentos na coluna.

Ambos estes dados, a confirmarem-se, representam uma grande vitória para a coligação internacional, liderada pelos Estados Unidos, que tem atacado posições do grupo terrorista no Iraque e na Síria.

Há apenas uma semana, no dia 5 de Maio, o Governo norte-americano anunciou uma recompensa de sete milhões de dólares, pouco mais de seis milhões de euros, por qualquer informação que levasse à captura ou morte de al-Afri.

Quando começaram os ataques aéreos contra os jihadistas muitos criticaram dizendo que essa estratégia não seria eficiente.

Entretanto forças terrestres, compostas por soldados iraquianos e milícias xiitas, curdas e cristãs, com o apoio logístico de forças de elite ocidentais, têm conseguido empurrar os militantes do Estado Islâmico para fora de algumas das mais importantes cidades conquistadas desde o Verão de 2014, enquanto os sucessivos ataques aéreos têm servido para enfraquecer e, aparentemente, decapitar a liderança dos fundamentalistas islâmicos.

O Estado Islâmico continua a dominar a cidade de Mossul, a segunda maior do Iraque, mas mesmo aí há indícios de se ter criado uma resistência ao grupo e as forças iraquianas esperam tomar a cidade ainda em 2015.