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Pelo menos dois dos três terroristas nasceram em França

07 jan, 2015

Suspeitos do crime já foram identificados e têm 34, 32 e 18 anos. Uma dúzia de pessoas morreu e outras quatro estão gravemente feridas, após o ataque armado a um jornal satírico, em Paris.

Pelo menos dois dos três terroristas nasceram em França
Pelo menos dois dos três terroristas que atacaram a redacção do jornal satírico Charlie Hebdo têm nacionalidade francesa e nasceram mesmo no país, segundo a comunicação social francesa.

Os media citam fontes policiais e dizem que dois dos jihadistas são irmãos. Saïd e Chérif Khouachi têm 34 e 32 anos respectivamente e nasceram em Paris, tendo por isso nacionalidade francesa. Serão de ascendência argelina e, segundo alguns comentadores nas redes sociais, terão estado no Iraque a combater pela causa jihadista.

Certo é que Chérif Khouachi foi detido em 2005 e condenado a três anos de prisão por tentar viajar para o Iraque para combater contra a coligação internacional que tinha invadido o país. Cumpriu metade da pena, mas a outra metade foi suspensa. A sua detenção foi noticiada em 2005 pelo New York Times.

O terceiro elemento é mais novo, segundo as fontes citadas na comunicação social francesa. Hamyd Mourad tem 18 anos e não há ainda certezas sobre a sua nacionalidade.

A polícia francesa já confirmou a identidade dos dois irmãos suspeitos, numa altura em que há indicações, não confirmadas, de que Hamyd Mourad se terá rendido à polícia, entre especulações de que o seu nome apareceu por engano em todo este caso, uma vez que os seus colegas garantem que ele estava nas aulas na altura do ataque. Mourad, segundo a imprensa francesa, ter-se-á entregado à polícia quando ouviu o seu nome na comunicação social. Estes dados, porém, carecem ainda de confirmação oficial.

O ataque desta quarta-feira de manhã fez 12 vítimas mortais, entre membros da redacção do Charlie Hebdo e polícias. Os três suspeitos encontram-se em fuga, estando em curso uma operação policial para os localizar.

Este atentado em Paris já foi condenado por líderes políticos e religiosos de todo o mundo.

A revista satírica esteve no centro de uma polémica em 2011 ao publicar caricaturas de Maomé. Segundo testemunhas, os terroristas gritaram: “Vingámos o profeta” quando levaram a cabo o seu atentado.