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EUA abertos a normalizar relações com Cuba

17 dez, 2014

Depois de uma troca de prisioneiros entre os dois países, Obama e Raúl Castro agendaram discursos para esta quarta-feira. Espera-se o anúncio de mudanças nas relações entre Cuba e os EUA. O Vaticano esteve envolvido nas negociações para libertação dos detidos.

EUA abertos a normalizar relações com Cuba
Os Estados Unidos e Cuba preparam-se para encetar conversações para normalizar as relações entre os dois países, de costas voltadas há 52 anos.

Cuba libertou esta quarta-feira um prisioneiro norte-americano, Alan Gross, que esteve preso em Havana durante cinco anos, numa troca de prisioneiros entre os dois países.

A CNN avança que a troca de prisioneiros inclui a libertação de uma fonte dos serviços secretos norte-americanos por parte de Cuba e três agentes dos serviços secretos cubanos por parte dos Estados Unidos.

No seguimento deste acordo, a administração de Obama diz estar disponível para normalizar as relações com o Governo de Raúl Castro.

Está programado para a tarde de quarta-feira um discurso de Barack Obama, em que, dizem oficiais do Governo à agência Reuters, o Presidente deve anunciar uma mudança nas políticas relativas a Cuba. Segundo algumas fontes a normalização das relações poderá incluir a abertura de embaixadas nos respectivos países.

Também o Presidente cubano Raúl Castro vai discursar à mesma hora.

Os dois países estão de relações cortadas desde a Revolução Cubana de 1959, quando Fidel Castro (reformado em 2008) tomou o poder e o então Presidente dos Estados Unidos, Eisenhower, declarou um embargo comercial, económico e financeiro à ilha tomada pelos comunistas.

A anulação do embargo por parte dos Estados Unidos pode significar o fim de sanções económicas, a possibilidade dos cidadãos viajarem sem restrições entre os dois países e a eliminação de Cuba da lista de Estados patrocinadores de terrorismo.

Segundo o senador Dick Durbin, em declarações à Reuters, as negociações para a libertação dos detidos duraram cerca de um ano e o Vaticano esteve envolvido na mediação entre os dois países.

[Notícia actualizada às 15h38]