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Decisão do Supremo dos EUA "coloca saúde das mulheres em risco"

30 jun, 2014

Casa Branca reage a decisão sobre acesso a métodos de contracepção financiado pelas empresas.

A saúde das mulheres fica em risco com a decisão da justiça que dispensa algumas empresas norte-americanas de financiarem métodos contraceptivos através dos respectivos planos de saúde, afirma a Casa Branca.

“Esta decisão coloca em risco a saúde das mulheres que trabalham nestas empresas”, declarou o porta-voz Josh Earnest, em conferência de imprensa.

A Casa Branca vai agora trabalhar com o Congresso norte-americano para garantir que estas funcionárias “tenham a mesma cobertura de serviços de saúde vitais como todas as outras”.

Josh Earnest apela aos congressistas que legislem no sentido de garantir a todas as mulheres o acesso a métodos contraceptivos e admitiu a possibilidade de o Presidente Barack Obama actuar nesse sentido.

“Os donos de organizações sem fins lucrativos não devem ser autorizados a fazer valer os seus pontos de vista religiosos para negar benefícios aos seus empregados”, afirma o porta-voz da Casa Branca.

O Supremo Tribunal dos Estados Unidos saiu esta segunda-feira em defesa da liberdade religiosa, dando razão a duas empresas que processaram o Governo, que queria obrigá-las a financiar contraceptivos, esterilizações e pílulas abortivas para os seus funcionários como parte dos seus seguros de saúde.

As empresas, Hobby Lobby e Conestoga Wood, obtiveram assim uma importante vitória, que pode ser vista como crucial na actual disputa entre vários grupos religiosos, incluindo a Igreja Católica, e a administração Obama.