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Mais de 300 sarjetas furtadas em Lisboa

19 dez, 2012 • Liliana Monteiro

Dados são apenas referentes aos últimos meses. As novas grelhas que estão a ser colocadas pela autarquia já têm um sistema anti-roubo. 

Só desde o mês de Setembro foram furtadas em Lisboa mais de três centenas de grelhas de sarjetas, no valor de cerca de 30 mil euros.

São grelhas antigas que não têm sistema anti-roubo, pelo que se torna muito fácil retirá-las. As novas grelhas que estão a ser colocadas pela autarquia já têm um sistema anti-roubo. 

A Câmara da capital está a estudar a aplicação a título experimental de grelhas de sumidouro e também de tampas de caixas de visita, em material compósito, ou seja, material não metálico.

Os furtos têm sido uma constante, em particular, nas freguesias do Lumiar, Charneca, Marvila,  Carnide, Alvalade, Benfica, São Domingos de Benfica e Nossa Senhora de Fátima.

O "regresso" da Fonte Luminosa
Um dos casos mais mediáticos de furto de metais não preciosos foi o da Fonte Monumental da Alameda D. Afonso Henriques, conhecida como Fonte Luminosa, que vai voltar a jorrar água como em tempos antigos a partir desta quinta-feira.

Terminaram as obras de restauro levadas a cabo pela Câmara de Lisboa, que hoje assinala numa cerimónia o regresso ao funcionamento deste monumento lisboeta.

A fonte foi alvo do furto dos suportes de metal no início deste ano. O Ministério Público deduziu acusações sobre os suspeitos.

Este tipo de furtos é de resto cada vez mais frequente. A prová-lo estão as constantes notas da Procuradoria-Geral da República (PGR). Além do Metro, da CP e de outras empresas, também a Câmara de Lisboa tem sido alvo deste tipo de criminalidade.