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"O país desaparece" a este ritmo de fertilidade

14 nov, 2012

Especialistas questionam investimentos da ONU em contraceptivos e falta de ajuda a quem quer ter filhos e não consegue.

Se a taxa de fertilidade em Portugal se mantiver nos níveis em que está actualmente, de 1.3 filhos por mulher, o país desaparece, diz o médico Daniel Serrão.

Em Portugal nascem cada vez menos crianças, só a Bósnia tem uma taxa mais baixa, segundo dados das Nações Unidas hoje divulgados.

Ainda assim a organização mantém a aposta nos contraceptivos em vez de investir na ajuda aos casais inférteis, queixa-se Cláudia Vieira, presidente da Associação Portuguesa de Fertilidade

“Através deste mesmo fundou, ou outro, fosse criada uma estratégia concertada entre os vários países, onde fosse possível investir na área da infertilidade e concretamente em criar as estruturas necessárias para contrariar esta tendência crescente de infertilidade no mundo de hoje”, diz Cláudia Vieira.

Também para o médico Daniel Serrão esta deveria ser uma questão prioritária na agenda governamental, até porque, lembra, sem renovação o país tende a desaparecer.
“A situação em Portugal é tão grave que a projecção para 2070 é para a absoluta inviabilidade de Portugal. Ou seja, se mantivermos estes níveis de natalidade baixa o país desaparece. Estamos ameaçados de desaparecer”.

Em Portugal, segundo os últimos dados, há 300 mil casais que não podem ter filhos.