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Quatro militares vão ser julgados devido à morte de uma rapariga

22 out, 2012 • Filomena Barros

Jovem caiu de uma altura superior a cinco metros numa prova de slide realizada no dia da Defesa Nacional. Não resistiu aos ferimentos e acabou por perder a vida.

Quatro militares vão ser julgados pelo crime de homicídio por negligência num caso que diz respeito à morte de uma jovem no quartel de Gaia. O Ministério Público considera que ocorreu desleixo na montagem e vigilância do equipamento da prova de slide, rejeitando qualquer deficiência técnica.

Ana Rita Lucas foi a décima quinta jovem a fazer a prova de slide no quartel de Vila Nova de Gaia no dia da Defesa Nacional, a 20 de Maio do ano passado. O sistema quebrou durante a descida e a jovem caiu de uma altura superior a cinco metros. Ainda foi transportada para o hospital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no mesmo dia.

O Ministério Público, segundo avança a agência Lusa, concluiu agora que a queda ocorreu por desleixo e não por deficiência do equipamento. Aliás, na acusação está escrito que o cabo de aço não apresentava sinal visível de corrosão ou degradação, encontrando-se em condições aceitáveis.

O Ministério Público diz que os quatro militares responsáveis pelo exercício - um sargento, um cabo e dois soldados - não verificaram, por cada descida, se o cabo mantinha as condições de segurança.

Esta acusação corrobora a avaliação dos peritos da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, que concluíram que o cabo partiu por excesso de esforço.

Os quatro militares vão responder pelo crime de homicídio por negligência. A data do julgamento ainda não está marcada.

[artigo corrigo às 18h56 de 22/10/2012]