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Venda de motas 125 sempre "a abrir"

07 ago, 2012 • Pedro Mesquita

Alta dos preços dos combustíveis será o principal factor que torna as motas um produto com elevada procura. Acresce a possibilidade de ser possível conduzir uma 125 com carta de ligeiros.

A venda de motos com cilindrada até 125 centímetros cúbicos está em alta. A Renascença visitou vários pontos de venda e ninguém esconde que o negócio está de boa saúde.

A alta de preços dos combustíveis será o principal factor que torna as motas um produto com elevada procura. A isto junta-se o facto de, há três anos para cá, ser possível conduzir uma 125 com carta de ligeiros.

Rui Ganga entrou numa loja de veículos de duas rodas e decidiu comprar: "Neste momento, com o carro a gastar sete litros, são 140 a 150 euros por mês. Com a mota, acredito que vou gastar perto de 40 euros em combustível para percorrer a mesma distância. Outra vantagem é que o carro fica em casa para quando a minha mulher precisar".

Mas a vantagem não termina aqui, explica André Silva, director de marketing da “Motoboxe”, um concessionário da Honda: "Por 2.000 ou 2.500 euros, consegue-se adquirir algo que facilmente é rentabilizado com a poupança que se tem no orçamento familiar mensal". 

A atrair cada vez mais clientes há um detalhe particularmente importante: "A introdução, há quase três anos, da possibilidade de se conduzir motos 125 com carta de carro provocou um 'boom' de vendas. Associado a isso, esta tendência de subida do preço dos combustíveis tem levado as pessoas a procurar alternativas ao automóvel".

Desta forma, o negócio das 125 acelera como nunca. Para Domingos Silva, representante da Suzuki, as vendas não olham a estratos sociais ou a idades. A procura é generalizada: "Tanto compra o de fatinho como o de calça rasgada. Há um crescimento muito forte. Não sei dizer-lhe em termos percentuais, mas [s vendas subiram] à vontade uns 40%".

É este o segmento de motas que mais vende. Já as maiores são menos procuradas, até porque obrigam a carta de moto.