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Lisboa

Saiba o que pode acabar nos transportes públicos

03 nov, 2011

Governo pretende suprimir carreiras da Carris e ligações da Transtejo, quer o Metro a encerrar mais cedo e propõe cortes na circulação dos comboios.

Saiba o que pode acabar nos transportes públicos

A proposta do Governo para reorganizar os transportes na área metropolitana de Lisboa prevê menos transportes públicos e a supressão de 15 carreiras da Carris. Segundo a agência Lusa, o documento que foi entregue às autarquias sugere, por exemplo, encerrar mais cedo as linhas do Metro, algumas às 21h30.

Refere-se a redução dos horários em duas horas em quase toda a rede de metropolitano, com a passagem do encerramento das 01h00 para as 23h00, excepto no caso das ligações entre Pontinha e Amadora (Linha Azul) e entre o Campo Grande e Odivelas (Linha Amarela), para as quais se sugere o encerramento às 21h30.

Outra proposta é acabar com a ligação da Transtejo entre Lisboa e a Trafaria e também entre Lisboa e Porto Brandão.

Nas carreiras de ligação a Cacilhas e Barreiro, o comunicado do grupo de trabalho do Governo sugere a manutenção, mas com uma "menor utilização dos novos ferries e utilização de navios de menor consumo", a antecipação da hora de encerramento do serviço diário e a redução da frequência aos fins-de-semana.

Quanto à ligação de  barco ao Montijo, deve resumir-se aos dias úteis e às horas de ponta.

Pela Carris, a proposta é suprimir 15 carreiras diurnas - os autocarros 49, 76, 79, 753, 797, 799, 10, 21, 22, 25, 745, 764, 777, 790 e o eléctrico 18 - e ainda alterar percursos e reduzir alguns horários.  As carreiras nocturnas 701, 793, 31, 724 e 729 podem ser extintas.

Para os comboios da CP, são sugeridos novos horários. Quando há menor procura, refere-se a circulação de apenas uma unidade motora, quando actualmente, durante o dia, os comboios circulam com duas unidades acopladas.

Ao nível da oferta, a sugestão é o reforço para a Estação do Oriente, entre Sete Rios até ao Oriente, e da frequência nos períodos fora dos horários de ponta.

A criação deste grupo de trabalho deve-se, de acordo com o Governo, à "situação económico-financeira debilitada, aos avultados défices operacionais crónicos e ao crescente endividamento das empresas públicas" do sector dos transportes, assim como ao memorando de entendimento da "troika”.