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Mais 20 euros de salário mínimo. O "bom acordo" é o "acordo possível"

24 set, 2014

Governo assinou pelo punho de Passos Coelho subida para 505 euros. Primeiro-ministro não falou. CGTP foi o único parceiro social que não esteve presente.

Mais 20 euros de salário mínimo. O "bom acordo" é o "acordo possível"
O presidente do Conselho Económico e Social, Silva Peneda, confirma que o salário mínimo vai aumentar para os 505 euros brutos a partir de 1 de Outubro. Este acordo vai vigorar até 31 de Dezembro de 2015. Outra medida acordada tem a ver com a diminuição de 0,75 pontos da Taxa Social Única. Vai ser ainda constituída uma comissão tripartida que vai definir os critérios e avaliar quanto e como poderá voltar a haver aumentos.

O presidente do Conselho Económico e Social, Silva Peneda, confirma que o salário mínimo vai aumentar para os 505 euros brutos a partir de 1 de Outubro. Este acordo vai vigorar até 31 de Dezembro de 2015.

Outra medida acordada tem a ver com a diminuição de 0,75 pontos da Taxa Social Única. Vai ser ainda constituida uma comissão tripartida que vai definir os critérios e avaliar quanto e como poderá voltar a haver aumentos. A subida do salário mínimo nacional vai deixar de ser automático e passa a estar indexada à produtividade.

O acordo foi assinado pelo primeiro-ministro e pelos parceiros sociais, à excepção da CGTP. Pedro Passos Coelho não falou aos jornalistas.

João Veira Lopes, da CCP, não assinou o acordo. Foi a secretária geral da Confederação de Comércio e Serviços que participou na cerimónia.

Nas reacções a este acordo, UGT e patrões utilizaram a mesma expressão: "Foi o acordo possível".

Carlos Silva, da UGT, acrescentou: "Foi tardio". "É pouco, é; mas é um sinal, é". Já a Confederação da Indústria Portuguesa, António Saraiva, lembra que este acordo representa "733 euros para as empresas".

Pelo lado do Executivo falou o ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social. Pedro Mota Soares diz ter "noção de dever cumprido. Temos um bom acordo do ponto de vista dos parceiros sociais". O governante acrescentou que a redução da TSU como contrapartida do aumento do salário mínimo para os 505 euros é positiva para os cofres do Estado.

Segundo as contas da UGT, são 425 mil as pessoas, entre privado e público, que recebem o salário mínimo.

[Actualizado às 19h54]