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Escola não tem de ser “uma chatice”. É preciso motivar os jovens

17 jun, 2014

Metodologia desenvolvida pela associação Empresários Pela Inclusão Social trabalha a motivação e já contribuiu para o sucesso escolar de mais de 1.700 alunos.

Escola não tem de ser “uma chatice”. É preciso motivar os jovens
A falta de motivação explica boa parte do insucesso escolar, afirma o director-geral da associação Empresários Pela Inclusão Social (EPIS), que desenvolveu uma metodologia focada na capacitação das competências não cognitivas dos jovens.

O programa “começa por perceber quais as motivações dos jovens e, a pouco e pouco, trabalhar com eles, com conversas simples – às vezes à mesa de um café – para lhes explicar que, o que quer que seja que queiram atingir no futuro tem de passar sempre pela escola e pela educação. No fundo, é transformar a escola de uma obrigação, de uma chatice, num instrumento para eu atingir os meus objectivos pessoais, aquilo de que gosto”, explica à Renascença Diogo Simões Pereira.

Em seu entender, a principal razão para o insucesso escolar reside na motivação. “Isso vê-se no perfil de notas. Têm muitas negativas, o que significa que têm um problema de motivação, de orientação da sua energia para a sua carreira escolar por oposição a terem problemas nas disciplinas”, afirma o responsável, concluindo que estes jovens precisam, “portanto, de uma metodologia que trabalhe essas atitudes e comportamentos e que desenvolva neles novas competências que os faça trabalhar mais, estudar mais”.

A metodologia desenvolvida pela EPIS é vista como o maior programa privado de combate ao insucesso escolar e é apresenta esta terça-feira no Parlamento.

Desde 2007, a associação acompanhou, através dos mediadores para o sucesso escolar, mais de 13 mil alunos em todo o país. Através do seu método, contribuiu para o sucesso escolar de mais de 1.700 novos bons alunos em 60 municípios.

O objectivo agora é alargar a metodologia a outros estabelecimentos de ensino do país.

“Acreditamos que este é um género de metodologia com aplicação num universo muito grande – metade ou mais dos jovens – e por isso deveria estar disponível para as escolas de todo o país. Hoje, está apenas disponível a um número restrito, apesar de, ao longo destes anos, termos vindo a aumentar a nossa presença no terreno, seja em parceria com as autarquias seja com o Ministério da Educação”, revela Diogo Simões Pereira.

Com o alargamento do programa, a rede de mediadores quase duplicará de 84 para cerca de 150 no ano lectivo 2014/15, devendo chegar, pela primeira vez, aos Açores e Madeira.