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Dois mortos após naufrágio ao largo da Figueira da Foz

10 abr, 2013 • Celso Paiva Sol

Há mais seis feridos a registar. Na origem do acidente está um veleiro que naufragou, mas a lancha da Polícia Marítima que saiu em socorro também virou.

Dois mortos após naufrágio ao largo da Figueira da Foz

Duas pessoas morreram na sequência de um naufrágio junto à barra da Figueira da Foz. Uma das vítimas é um alemão, de 47 anos, que seguia a bordo de um veleiro que virou e a outra é um agente da Polícia Marítima, de 41 anos, envolvido nas operações de socorro.

Ambos foram transportados para o hospital da cidade, mas não resistiram aos ferimentos. Há ainda seis feridos a registar.

Quatro dos feridos são tripulantes do veleiro, todos de nacionalidade alemã, e dois são agentes da Polícia Marítima. Foram todos igualmente dirigidos para o hospital, com ferimentos ligeiros e sinais de hipotermia.

Tudo aconteceu por volta das 17h00, quando um veleiro de 9 metros de comprimento e com cinco tripulantes a bordo naufragou junto à barra da Figueira da Foz. A embarcação da Polícia Marítima que saiu em socorro acabou também por se virar devido à forte ondulação.

O capitão Rui Cebolas Amado, da capitania da Figueira da Foz, explicou à Renascença o que se passou: “Na altura, fiz sair imediatamente o salva-vidas do ISN [Instituto de Socorros a Náufragos] e também uma lança da Polícia Marítima, com três polícias marítimos”.

“O iate tinha o mastro partido, estava desgovernado, quando o salva-vidas chegou ao pé da embarcação terá conseguido resgatar uma pessoa e, entretanto, houve duas pessoas do iate que caíram à água”, adianta.

“Nessa altura, o [salva-vidas] ‘Patrão Macatrão’ resgatou essas duas pessoas da água e a lança da Polícia Marítima conseguiu resgatar os outros tripulantes que estavam a bordo e, nessa altura, quando estava os dois tripulantes a bordo, houve um golpe de mar que virou a lancha da Polícia Marítima. Os três polícias marítimos e os dois ocupantes do veleiro terão caído à água e foi nessa altura que se deu o acidente”, explica o capitão Rui Cebolas Amado.

Quatro dos tripulantes sofreram ferimentos ligeiros e os outros dois elementos da Polícia Marítima também.

O capitão Rui Cebolas Amado lamenta as duas mortes nesta operação de socorro e lembra que era uma intervenção de risco.

“Era um salvamento de alto risco, eles estavam na zona da rebentação, estamos a falar de vagas de cinco metros”, afirma.

[artigo actualizado às 22h31]