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"Swap"

Aguiar-Branco garante que “Governo fala sempre a verdade”

30 jun, 2013

O ministro da Defesa defende a secretária de Estado Maria Luís Albuquerque  no caso dos contratos “swap”.

Aguiar-Branco garante que “Governo fala sempre a verdade”
O ministro da Defesa Nacional afirmou este domingo que "o Governo fala sempre verdade", confrontado com as contradições entre a secretária de Estado do Tesouro e das Finanças e o ex-ministro das Finanças sobre os contratos “swap”.

O ex-ministro das Finanças Fernando Teixeira dos Santos garantiu no sábado, em declarações à Lusa, ter informado o seu sucessor, Vítor Gaspar, de "toda a informação necessária" sobre os contratos “swap” envolvendo empresas públicas, em reunião a 18 de Junho de 2011.

"Este Governo herdou muitas situações complicadas vindas do anterior Governo e os contratos 'swap" foi uma delas", salientou este domingo o ministro da Defesa, Aguiar-Branco, à margem de uma cerimónia militar que serviu para assinalar o 61º aniversário da Força Aérea Portuguesa, em Leiria.

"A resolução tem sido muito complicada e obriga a grande esforço de negociação é isso que o Governo tem feito com êxito. O que importa é que nós hoje estamos a resolver problemas do passado e os contratos 'swap' são um problema do passado”, acrescentou o governante.

Na sua audição na terça-feira, dia 18, na comissão parlamentar de Inquérito à Celebração de Contratos de Gestão de Risco Financeiro por Empresas do Sector Público, a secretária de Estado do Tesouro, Maria Luís Albuquerque, reiterou, tal como já tinha afirmado em Abril, que o anterior Executivo não mencionou o problema dos “swap” quando passou a pasta.

Este domingo, o Governo admitiu à Lusa que a questão dos contratos “swap” "foi abordada na reunião de transição" entre o ex-ministro Teixeira dos Santos e o actual ministro das Finanças, mas alegando que a informação disponibilizada foi insuficiente.

Na cerimónia de aniversário da Força Aérea, José Pedro Aguiar-Branco estranhou a origem das notícias que reportam reticências da “troika” [Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu] quanto à capacidade do Governo cumprir o corte de 4.000 milhões de euros nas funções do Estado.

“Não sei de onde vêm essas indicações das dúvidas da 'troika'. O que eu sei é que o Governo tem sido exemplar no cumprimento de tudo o que tem sido necessário fazer para que todos os exames tenham tido êxito”, sustentou.