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OE 2012

Repartição dos sacrifícios é injusta, diz presidente da Cáritas

14 out, 2011

Medidas deviam ser aplicadas a empresas privadas também, considera Eugénio da Fonseca.

O Presidente da Cáritas Portuguesa está preocupado com o impacto destas medidas na classe média e sobretudo junto dos mais carenciados.

Já sobre o corte dos subsídios de Natal e de férias até 2013 na função pública e nos pensionistas Eugénio da Fonseca defende que a medida devia ser extensiva aos privados e deixa até uma sugestão.

“A repartição dos encargos decorrentes dos compromissos que Portugal assumiu está a ser injusta. É injusto estar a sobrecarregar apenas um sector da sociedade portuguesa, todas as empresas, mesmo as particulares, não só por uma questão de solidariedade, mas por uma questão de justiça social, a elas também deviam ser aplicadas estas medidas. Se fosse a todos talvez só fosse preciso retirar um mês de salário”, considera Eugénio da Fonseca.