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"Troika" ouve queixas dos parceiros sociais

03 set, 2012

Arménio Carlos quer dar um murro na mesa, João Proença lamenta medidas contra o diálogo social e político e patrões querem revisão dos prazos.

"Troika" ouve queixas dos parceiros sociais
Os representantes da “troika” estão reunidos com os parceiros sociais, no âmbito da quinta avaliação do programa de assistência económica e financeira a Portugal.

No encontro que decorre no Conselho Económico e Social cada parceiro tem 10 minutos para dar a sua opinião sobre as medidas em curso. 

A  UGT avisa que as medidas podem pôr em causa o diálogo social que tem existido no país. “Acho que a “troika” tem valorizado muito o facto de em Portugal existir diálogo político e social”, considera João Proença, sendo por isso de lamentar que a mesma “troika” esteja a “por em causa o diálogo social e político, por medidas que na prática inviabilizam o diálogo por serem políticas que vão contra o crescimento e contra o emprego”, conclui o sindicalista.

Já a CGTP, a outra central sindical vai pedir à "troika" a revogação do Código do Trabalho e da legislação que abrange os trabalhadores da administração pública: “Este ano de implementação de políticas pode ter sido um excelente negócio para a “troika”, mas foi um ano de grande sofrimento para os portugueses e de empobrecimento generalizado para o país.”

“No mínimo, depois desta política errada que conduziu a mais pobreza, desemprego e desigualdade, e que está a conduzir também a maior exclusão social, é necessário dar um murro na mesa e dizer que se tem de alterar as políticas e se tem de dar uma outra atenção ao mercado interno”, considera o líder da CGPT.

Do lado dos patrões, a Confederação do Comércio pede um reajustamento do plano de assistência.

João Vieira Lopes considera que ou se agravam os impostos, ou se refazem as metas: “Ou há agravamento da carga fiscal, e isso vai acelerar ainda mais a depressão da economia, o que é mau, quer em termos das empresas quer em termos do emprego, ou então vão ter de ser encontrados ajustamentos adequados em termos de financiamento e prazos”.