Ópera com mãos internacionais sobe ao palco na Gulbenkian

17 jan, 2013 • Maria João Costa

“Emilie” foi escrita por um libanês, composta por uma finlandesa, encenada por dois portugueses e a orquestra é da Gulbenkian.

Sobe ao palco do Grande Auditório da Gulbenkian, nesta quinta e sexta-feira, a ópera “Emilie”. O espectáculo gira em torno da vida de Emilie du Châtelet, uma mulher da aristocracia francesa do século XVIII que manteve uma relação amorosa com o escritor e filósofo Voltaire.

O libreto da ópera foi escrito pelo libanês Amin Maalouf e a música composta pela finlandesa Kaija Saariaho que, em declarações à Renascença, explicou o que esteve na origem deste trabalho.

“Os últimos meses da vida da Emilie du Châtelet foram tão dramáticos que pensei que poderiam dar a história para uma ópera”, acrescentando que ela e Amin Maalouf leram “muitas cartas da Emilie”, leram “sobre o seu trabalho científico” e entraram “em mais pormenores da sua biografia e sobre a sua vida com Voltaire”.

A ópera tem a encenação dos portugueses André Teodósio e Vasco Araújo e conta com a voz da soprano canadiana Barbara Hannigan no principal papel.

A orquestra  é da Gulbenkian sob a batuta do maestro Ernest Martinez-Izquierdo.