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Francisco Sarsfield Cabral

Desprezo pelo corpo

22 nov, 2013 • Francisco Sarsfield Cabral

São vários os países europeus onde a prostituição é legal. Mas não é apoiada pelos cidadãos de todos esses países. No essencial, a venda do corpo como actividade económica normal é um passo no sentido da desumanização.

Na Alemanha, na Holanda, na Áustria e na Suíça a prostituição é legalmente considerada uma profissão como qualquer outra.

Na República Federal Alemã (RFA), os chamados “trabalhadores do sexo” pagam impostos e têm direitos na área da Segurança Social.

Pelo contrário, na Suécia e noutros países nórdicos (sociedades que não são propriamente conservadoras em matéria de costumes) os clientes das prostitutas são penalizados.

O regime da Suécia é apoiado pela maioria da população. Pelo contrário, na RFA e noutras nações europeias que liberalizaram a prostituição, começam a surgir críticas na opinião pública, em particular entre movimentos feministas, actores, jornalistas, etc.

Aliás, poucas prostitutas se registaram. Uma destacada feminista considera o regime alemão “uma catástrofe que envolve cerca de 700 mil pessoas”. E movimenta à volta de 15 mil milhões de euros.

O essencial é que fazer da venda do corpo uma actividade económica normal é uma forma de desprezo pela dimensão corporal da pessoa, tornando o corpo uma coisa, um objecto. É um passo no sentido da desumanização.